[R-P] La presión ideológica de la burguesía bandeirante
Néstor Gorojovsky
nmgoro en gmail.com
Dom Feb 17 10:30:08 MST 2008
Revisando viejos correos, encuentro este intercambio mío con Mário
José de Lima, que revela hasta qué punto la hegemonía bandeirante se
llega a expresar aún en los autores más respetables de la izquierda
del Brasil. Todos los latinoamericanos necesitamos el desarrollo de un
revisionismo histórico brasileño equivalente al que tuvimos en el Río
de la Plata.
El texto se inicia con una cita de algún texto mío de entonces:
> São Paulo, que en los 30 estaba dispuesto a disgregar el Brasil si
> no podía hegemonizarlo, fue la principal beneficiaria de la
> industrialización deformada que se lanza a partir de 1964. En cierto
> sentido, ese "nuevo Brasil" era un Brasil a imagen y semejanza de los
> "heróis do 32", era lo que ellos habían intentado asegurar.
...esta parte de tua mensagem [é] a síntese perfeita dos
rumos brasileiros sob o mando bandeirante...
Este tipo de análise precisa ser efetivado. No Brasil a história é
formulada no sudeste e a predominância dos paulistas na atividade
acadêmica é muito grande. Vou te dar um exemplo: Caio Prado é
importante personagem de um embate sobre a formação econômica do
Brasil. Debate que se desenvolveu nos quadros internos do PCB. Com a
formulação de Prado concordamos muita gente. Entretanto, numa
passagem de sua obra sofre a formação brasileira ele diz que a economia da
borracha que ordena a ocupação regional desde o final do século XIX
ele diz tratar-se de um evento que serviria, apenas, para instruir
algum romance regional. Ou seja, o que acontece fora de São Paulo
pouco interesse para a história brasileira. Só que, durante as
décadas finais do século XIX e as iniciais do século XX a borracha assegura
as relações internacionais do país, enquanto o café mergulhava numa
crise profunda.
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