[R-P] Etanol, la UE las quiere todas...

José María Cavalleri ingcavalleri en hotmail.com
Jue Abr 6 08:32:08 MDT 2006


De ilúmina, muy interesante, muestra la afición del imperialismo a la ley 
del embudo

Etanol europeu
Combustíveis
Seis projetos deverão adicionar um volume equivalente ao que o Brasil pede 
como cota na UE

Aporte de 1 bilhão de euros em etanol na França



Empresas francesas de açúcar já começaram a investir 1 bilhão de euros para 
produzir etanol. Segundo levantamento do sindicato de produtores de álcool 
agrícola daquele país (SNPAA), os aportes prevêem a construção de seis 
usinas com capacidade total para cerca de 1,1 bilhão de litros do 
combustível - quase o mesmo volume que o Brasil pede como cota - para 
exportar sem tarifas - nas negociações entre União Européia e Mercosul.

Atualmente, a produção européia de etanol chega a 2,5 bilhões de litros por 
safra. Mas está em curso uma verdadeira revolução envolvendo o combustível 
no velho continente, paralelamente a pressões para a que Comissão Européia 
limite a entrada do etanol brasileiro no mercado comunitário.






"Precisamos examinar a possibilidade de sobretaxar combustíveis baratos como 
o bioetanol do Brasil, a exemplo do que fizeram os Estados Unidos", afirma 
Neil Parish, deputado conservador britânico e autor de um recente relatório 
do Parlamento Europeu sobre a promoção do biocombustível.

Até agora, porém, a Comissão Européia tem resistido, insistindo que a 
construção do mercado de etanol europeu deve ter como base produção local e 
importações.

Na França, a nova capacidade industrial de 1,1 bilhão de litros por safra 
deverá estar disponível em 2009, segundo os projetos.

Somente o grupo açucareiro francês Tereos, segundo maior na União Européia - 
e controlador da Açúcar Guarani no Brasil -, está construindo duas usinas 
com capacidade de produção de 305 milhões de litros. Cristal Union, Roquete, 
Soufflet e ABB são as outras empresas que estão investindo no ramo na 
França.

Na Alemanha, outras três usinas estão em construção, em um investimento 
total calculado em 600 milhões de euros. O governo alemão estimula o mercado 
por meio de isenção fiscal ou apoio à criação de unidades locais de 
produção, ligadas a culturas produzidas no país.

A Suécia, maior país europeu importador de álcool combustível brasileiro, 
tem enorme interesse no uso do combustível e também vem ampliando seus 
investimentos. A Espanha, por sua vez, quer aumentar a produção, mas sofre 
com a carência de matéria-prima.

A meta da UE é que as fontes renováveis representem 12% de seu consumo de 
energia em 2010. Isso incluindo a mistura de 5,75% de biocombustíveis no 
diesel voltado ao setor de transporte. Mas Parish alerta que não vê 
perspectivas de que a a fatia das fontes renováveis supere 10% em 2010. 
Segundo ele, o biocombustível (etanol e diesel) representa hoje 1,4% de 
todos os combustíveis utilizados no transporte.

O sindicato francês de produtores de álcool agrícola confirmou que a 
capacidade industrial para produzir etanol ainda é "tímida". Por isso, 
insiste que a UE só abra com "equilíbrio" o mercado para os estrangeiros, 
dando tempo para o desenvolvimento da industria nacional. O sindicato 
calcula em dois anos o tempo necessário para a construção das usinas. 
Enquanto isso, a UE negocia tanto na OMC como com o Mercosul, o que 
inevitavelmente levará à concessão de cotas (sem tarifas) para o Brasil.

O Brasil é, hoje, o maior exportador de etanol para a UE. É seguido pelo 
Paquistão, cujo produto entra livre de tarifas graças ao regime que prevê 
isenção tarifária em troca de combate a drogas. O sindicato estima que 
metade do etanol brasileiro entra na UE com outra classificação tarifária 
para pagar alíquota menor, distorcendo as estatísticas.

Como vislumbra redução das reservas mundiais de petróleo e de gás nos 
próximos 15 anos, com reflexos sobre a produção, Parish pede ao Executivo 
europeu mais estímulos para os produtores de energias renováveis nos 25 
Estados membros. Ele lembrou que a simples mistura de 5,75% de 
biocombustível no diesel equivalente a 40 milhões de toneladas de dióxido de 
carbono.

A. Moreira, Valor, Genebra

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