[R-P] Lula elogia Getúlio y acuerdos con Chávez y Kirchner
Susana Lischinsky
lischinsky en uol.com.br
Mie Jun 15 05:39:20 MDT 2005
Aqui una muestra de los aciertos de Lula que dejan a la canallada activa. No
era comum que se identificase con Getúlio, ni que se refiriera a los
acuerdos con Chávez y el gobierno argentino, como lo hace ahora. Ojalá la
crisis sirva para fortalecer el camino más avanzado. Para eso, creo, es
necesario que nuestro presidente y el PT entiendan quién es el enemigo y se
sientan tranquilos para enfrentarlo. Este resumen salió en el diario Hora do
Povo
Lula: "se Getúlio estivesse vivo, diria: 'valeu a pena acreditar na
Petrobrás'"
Presidente elogiou eficiência da Petrobrás no Brasil e no mundo e condenou
a devastação do patrimônio público no período de FHC
"Se Getúlio Vargas estivesse vivo hoje, ele diria: 'valeu a pena acreditar
na Petrobrás'. E eu diria: Valeu a pena acreditar que o Brasil é capaz de
produzir o que alguns achavam impossível", afirmou o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, na última quinta feira, no Rio de Janeiro, durante a
cerimônia de conclusão da obra de conversão da Unidade Flutuante de
Produção, Armazenamento e Transferência P-47, da Petrobrás.
DEVASTAÇÃO
"Nós estamos aqui inaugurando, eu diria, um novo tempo no Brasil", ressaltou
o presidente, ao falar da retomada dos investimentos na indústria naval.
Lula criticou duramente o desmonte do setor naval, e de outros, levado a
efeito durante os oito anos de desgoverno de FHC. "Houve um tempo, e não faz
muito tempo, que a nossa Marinha Mercante foi destruída em nome da
modernidade. Houve um tempo em que a nossa indústria naval foi destruída em
nome da modernidade, houve um tempo em que a indústria ferroviária
brasileira, aquela que produzia locomotivas e vagões, foi destruída em nome
da modernidade", prosseguiu o presidente.
"Aliás", enfatizou Lula, "houve tempo de um pensamento único no Brasil em
que tudo que era feito já estava escrito e, se tinha dado certo na
Inglaterra, porque a primeira-ministra Margareth Thatcher tinha colocado em
funcionamento lá, tinha que dar certo no Brasil". Para o presidente, em
nome disso, "em nome dessa modernidade, se desmontou o Estado brasileiro, se
desmontou parte do parque industrial brasileiro".
"Eu estou aqui, hoje, participando da inauguração de uma plataforma, como
fui outro dia a Osasco participar da recuperação de uma ex-indústria
metalúrgica chamada Cobrasma, que voltou a produzir vagões e está produzindo
como nunca, e algumas com encomendas de produção de 10 mil vagões, já
contratadas", afirmou Lula.
"O Brasil tem tecnologia para ser um centro de produção, não apenas de
plataforma, mas um centro de indústria naval que pode atender, em parceria,
os seus parceiros da América do Sul, os seus parceiros de outros países mais
pobres e até com menos conhecimento do que o Brasil, como alguns países
africanos", ressaltou Lula.
"E não queremos apenas ser a indústria nacional, nós queremos que a
Argentina monte parcerias conosco, queremos que a Venezuela monte parcerias
conosco, queremos que outros países se associem às nossas empresas para
produzirem aqui, porque é assim que a gente vai permitir que a América do
Sul se consolide enquanto um continente, não apenas eternamente em vias de
desenvolvimento, mas como a América do Sul desenvolvida", prosseguiu.
Ele lembrou que já há propostas avançadas de integração entre as empresas
sul-americanas de petróleo. "O Chávez já arrumou até o lugar do casamento,
quer que eu e ele sejamos padrinhos da fusão da PDVSA com a Petrobrás",
informou o presidente, acrescentando que "já estamos discutindo a idéia de
criar o embrião da Petroamérica". "Ou seja, o que não falta, na verdade, é
oportunidades para a Petrobrás", argumentou.
O presidente lembrou os desafios que tiveram que ser superados para que ela
se consolidasse como uma das maiores e mais modernas empresas petrolíferas
do mundo. "A Petrobrás é uma espécie de orgulho para todos nós", disse. "Mas
é importante lembrar que ela sofreu muito para ser motivo de orgulho, porque
quando se começou a pensar em construir a Petrobrás, os defensores do
pensamento único da época achavam que era loucura, achavam que o Brasil não
tinha conhecimento, não tinha engenharia, não tinha técnicos", enfatizou.
"Nós estávamos predestinados a ser importadores de petróleo ou ter os nossos
carros tocados a carvão", ironizou Lula, lembrando que "era esse o destino
que queria uma parte da elite da época que falava contra a Petrobrás" .
Para o presidente, a indústria naval brasileira está se recuperando muito
rapidamente e vai se consolidar como uma das indústrias de ponta do nosso
país. "Quando alguém for comprar um navio feito em Singapura ou na Noruega
ou na Coréia, ele vai lembrar: espera aí, tem o Brasil agora que também tem
estaleiros modernos, que tem engenharia competente, que tem indústrias
competentes, que tem trabalhadores competentes", salientou o presidente
Lula.
BIODIESEL
O presidente lembrou ainda a participação da empresa no programa do
biodiesel. "A Petrobrás está tendo uma colaboração excepcional no programa
de biodiesel, que é uma outra revolução que o povo brasileiro só vai ver o
resultado mesmo daqui a cinco, sete ou dez anos, que vai ser a construção de
uma matriz energética de combustível alternativa, geradora de empregos,
geradora de riquezas", avaliou. "E eu fico sempre sonhando com o Nordeste
brasileiro, uma parte dele se transformando mais ou menos numa região
desenvolvida, como se transformou a região de Ribeirão Preto por causa de
etanol", disse Lula.
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