[R-P] [UOL][Agencia Carta Maior] EUA no Paraguai

Marcelo Felipe Gil mfelipegil en yahoo.es
Lun Jul 4 18:17:29 MDT 2005


Mientras Chiche Duhalde juega a las escondidas con Cristina Kirchner, la 
Carrió se queja del peronismo y su multiplicidad, Murphy y Macri construyen 
su pequeña asociación ilícita y Carlitos deja de festejar su cumpleaños, hay 
gente en el cono sur que trabaja para "su" proyecto en forma determinada y 
tenaz.
Algunos preferiran temas como el aborto o el sexo de los ángeles, pero 
"ellos" creen en lo que les conviene e interesa en el m undo terrenal.
Atrapados en la antinomia oficialismo-oposición se termina convalidando el 
gatopardismo, algo así como el reformismo pero hecho en Sicilia.
Así, las denuncias se suceden esperando encontrar "legitimidad" para 
convertirse en opción ante el mejor postor, sin construir poder popular, 
sólo confrontación "pour la galerie", para los giles, bahhh
Al igual que en Argentina, en Brasil existen estos "denunciantes" oportunos 
que son cómplices de lo que vendrá. Se pueden llamar Roberto Jefferson, pero 
son la reencarnación de Judas, quizás por un par de monedas más.

Marcelo

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04/07/2005 - 18h42
http://noticias.uol.com.br/ultnot/2005/07/04/ult23u154.jhtm

EUA no Paraguai
O governo de Assunção acaba de autorizar o estacionamento de tropas 
norte-americanas em seu território. Pela primeira vez teremos bases 
estrangeiras permanentes na América do Sul, na estratégica região da usina 
de Itaipu.


MAURO SANTAYANA
da Agência Carta Maior

Com os olhos em Roberto Jefferson, não estamos atentos ao que se passa ali, 
no Paraguai. O governo de Assunção acaba de autorizar o estacionamento de 
tropas norte-americanas em seu território. Pela primeira vez teremos bases 
estrangeiras permanentes na América do Sul, e em região estratégica 
continental. Nessa tríplice fronteira se encontra a maior represa do mundo, 
a de Itaipu, de cuja energia todo o território paraguaio e grande parte do 
território brasileiro dependem. A região é também das mais férteis do mundo 
e se encontra mais ou menos na eqüidistância dos dois oceanos.

Temos relações historicamente difíceis com o Paraguai, desde a guerra contra 
López. Os revisionistas procuram culpar o Brasil pelo conflito, mas a isso 
fomos levados pelo fechamento do Rio Paraguai aos nossos barcos e, em 
seguida, pela invasão de grande parte do território do Mato Grosso. Não 
coube ao Brasil a iniciativa da agressão. É certo que o genro do Imperador 
Pedro II foi particularmente cruel com a população derrotada e, talvez por 
isso, tenhamos cedido em tudo nas nossas relações com o país vizinho.

Não sabemos se o Paraguai nos comunicou essa decisão perigosa. É provável 
que não. A submissão paraguaia aos Estados Unidos é tão forte que este 
colunista, há quarenta anos, ao descer em Assunção, encontrou o aeroporto 
tomado por tropas formadas, ao lado de colegiais que agitavam bandeirolas 
norte-americanas. Procurou saber o que ocorria: o funcionário do 
Departamento de Estado que cuidava dos assuntos do Paraguai estava chegando 
em visita oficial a Assunção.

Conforme divulgou a revista Newsweek, logo depois de 11 de setembro, o 
sub-secretário da Defesa, Douglas Feith, sugeriu a Bush a invasão da 
tríplice Fronteira por tropas aerotransportadas, a fim de capturar membros 
da Al Qaeda e ocupar permanentemente a região. Alguém achou melhor a invasão 
do Iraque, mais viável politicamente. Tudo isso nos leva a pensar um pouco 
no que nos está ocorrendo. É bem provável que Washington tente retirar 
vantagens da crise interna. Um país dividido, conforme a velha advertência 
de Lincoln, é presa fácil para os seus adversários.

Como os Estados Unidos não podem viver sem guerras, e estando suas tropas 
escorraçadas do Iraque, não seria de admirar se viessem a nos agredir sob o 
pretexto da presença de muçulmanos em Foz do Iguaçu. Tudo isso deve convocar 
a nossa reflexão, a fim de esclarecer logo as denúncias que atingem o 
governo e o Partido dos Trabalhadores, a fim de que possamos nos organizar 
para a eventual defesa da soberania territorial do Brasil. Temos, ali, o 
exemplo histórico de provocações e de ocupação de nosso espaço soberano.

Os Estados Unidos, hoje, mais do que nunca, estão desrespeitando todas as 
regras de convívio internacional, a ponto de o mais submisso governante 
europeu, Sílvio Berlusconi, ver-se obrigado, na última sexta-feira (1º), a 
pedir explicações oficiais ao embaixador norte-americano pelo fato de a CIA 
ter seqüestrado um clérigo muçulmano em Milão e o haver transferido 
clandestinamente para fora do país. A Justiça italiana determinou a prisão 
dos 13 agentes da CIA envolvidos no episódio.

Se assim agem contra um país da União Européia com o qual têm as relações 
mais fraternas ao longo da História, que podemos deles esperar quando nos 
encontramos fragilizados pela crise, e pela entrega de setores estratégicos 
aos estrangeiros, durante o governo neoliberal de Fernando Henrique, quando 
disputamos com o Paraguai a vassalagem a Washington?


Mauro Santayana, jornalista, é colaborador do Jornal da Tarde e do Correio 
Braziliense. Foi secretário de redação do Última Hora (1959), correspondente 
do Jornal do Brasil na Tchecoslováquia (1968 a 1970) e na Alemanha (1970 a 
1973) e diretor da sucursal da Folha de S. Paulo em Minas Gerais (1978 a 
1982). Publicou, entre outros, "Mar Negro" (2002).

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