[R-P] Real é a moeda que mais valoriza no mundo, aponta estudo Publicidade
Marcelo Felipe Gil
mfelipegil en yahoo.es
Jue Feb 3 15:37:28 MST 2005
Perdón por mandar este artículo en portugués, pero algunas cosas aclara con
respecto a la situación en Brasil, EEUU y hasta China, si se lo mira en
perspectiva.
Marcelo
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**Real é a moeda que mais valoriza no mundo, aponta estudo Publicidade**
SÉRGIO RIPARDO
da Folha Online [Folha de São Paulo]
O real é a moeda que acumula a maior valorização frente ao dólar nos últimos
seis meses. O levantamento foi realizado pela agência norte-americana de
notícias "Bloomberg".
O ranking considerou as 16 principais moedas do mundo: além do real, peso
mexicano, coroa dinamarquesa, euro, dólar canadense, coroa sueca, libra
esterlina, franco suíço, dólar de Taiwan, rand sul-africano, dólar
neozelandês, coroa norueguesa, dólar de Cingapura, dólar australiano, won
sul-coreano e iene japonês.
Nesta quinta-feira, o real voltou a se valorizar frente à moeda americana. O
dólar caiu 0,49%, vendido a R$ 2,603, acumulando uma baixa de 2% no ano e de
15% em seis meses.
O dólar no Brasil segue a a tendência internacional da cotação. No mundo, o
dólar perde valor para outras moedas fortes como euro, iene e libra. A
depreciação do dólar interessa aos EUA, pois estimula suas exportações e
inibe as importações. Ou seja, fica mais barato comprar produtos americanos.
A maior economia do planeta precisa atrair capital estrangeiro para reduzir
seu déficit externo.
Quanto maior a oferta de dólar, menor a cotação. O ingresso de dólares no
Brasil é crescente. Os exportadores vendem mais, trazendo mais divisas para
o país. Bancos e empresas estão captando mais recursos em empréstimos
fechados no exterior. Em busca de lucros maiores, os investidores
estrangeiros também aplicam mais dinheiro na compra de títulos brasileiros,
principalmente daqueles com remuneração atrelada aos juros, que estão em
alta no país desde setembro.
Tomar empréstimo no exterior ficou mais barato, o que ajuda a aumentar a
oferta de dólares no país. O custo do crédito está menor porque a percepção
sobre o risco de um calote na dívida brasileira caiu de forma significativa
desde 2003. O governo Lula adotou medidas ortodoxas em troca da
credibilidade com bancos credores: o país fez economia recorde para pagar
juros da dívida e cumpriu metas com o FMI. Com isso, o risco Brasil desabou
e reduziu o custo das captações no exterior.
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