[R-P] Luta de classes nos Estados Unidos

Nestor Gorojovsky nestorgoro en fibertel.com.ar
Mie Ago 3 07:30:45 MDT 2005


[La reciente división de la AFL-CIO refleja, seguramente, el descenso 
a los infiernos de los trabajadores norteamericanos.]

Gentileza de la lista Redial Simón Bolívar

Los trabajadores estadounidenses con la jornada laboral más extensa 
del mundo

Emir Sader 
Luta de classes nos Estados Unidos 
Emir Sader (APM)

Segundo a revista britânica The Economist, desde 1979, a renda 
familiar média dos estadunidenses aumentou 18%, enquanto a renda do 
1% mais rico da população subiu 200%. A o contrário de algumas 
previsões, os tempos neoliberais não trouxeram o fim da história, mas 
o aumento da luta de classes.

 O "sonho americano" - na verdade, estadunidense - repousa na idéia - 
ou no sonho - de que todo mundo pode um dia se dar bem. Mas 
levantamento publicado pela revista conservadora britânica The 
Economist coloca sérias dúvidas sobre sua realidade e evidencia como 
as contradições de classe só se avolumam nesse país, confirmando ser 
o de maior desigualdade social entre os do centro do capitalismo.

 O dinamismo da sociedade estadunidense se mantém: nos últimos 15 
anos a população dos EUA passou de 263 milhões de pessoas para 300 
milhões, com o maior crescimento em 40 anos. Dois terços dessa 
expansão vêm do aumento natural, e o restante da imigração. A taxa de 
fertilidade nos EUA é maior do que a da China, a do Brasil e a da 
Coréia do Sul. Todos os países com fertilidade acima da estadunidense 
são países muito pobres.

Mas com a intensificação da exploração dos trabalhadores, tornada 
possível pelas sistemáticas políticas de "flexibilização laboral" - 
na realidade, "precarização laboral" -, os estadunidenses detêm o 
nada invejável recorde de possuir a jornada de trabalho mais extensa 
do mundo: 300 horas anuais a mais do que os europeus. Trocam 
constantemente de trabalho - porque perderam o direito à indenização 
e assim são mandados regularmente embora.

Porém, o indício mais claro é o da ainda maior concentração de renda. 
No último quarto de século, a distância entre os ricos e os pobres se 
tornou ainda muito maior. Desde 1979, a renda familiar média dos 
estadunidenses aumentou 18%, enquanto a renda do 1% mais rico da 
população subiu 200%. Para se compararem as diferenças, veja que, em 
1970, os 20% mais pobres recebiam 5,4% da renda e os 20% mais ricos, 
40,9%. Vinte e cinco anos depois, os mais pobres dispõem de 4,4%, 
enquanto os mais ricos elevaram sua parcela para 46,5%.

Nesse período, a renda dos 20% mais pobres subiu 6,4%, a dos 20% mais 
ricos, 70%. O 0,1% de estadunidenses mais ricos ganham duas ou três 
vezes mais do que os correspondentes na França e na Inglaterra. A 
preocupação da revista é que "a desigualdade de renda está atingindo 
níveis nunca vistos desde o final do século XIX".

Maus tempos para os "sonhos americanos", quando o mercado reina, 
junto com a desigualdade, e promovem a luta de classes no coração do 
capitalismo do século XXI.

(Este artículo es parte de un intercambio de contenidos entre la 
Agencia Periodística del Mercosur (APM) y Agencia Carta Maior)


Néstor Miguel Gorojovsky
nestorgoro en fibertel.com.ar

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"La patria tiene que ser la dignidad arriba y el regocijo abajo".
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