[R-P] Neo-Lula, sugestão coletiva e cubanização
Nestor Gorojovsky
nestorgoro en fibertel.com.ar
Dom Sep 29 09:05:37 MDT 2002
La basura ha comenzado la campaña de demonización del pueblo
brasileño. Aún no han votado pero ya hay sujetos como Armand
Valladares remitiendo este alerta a todo el planeta (no sé cómo me
llegó a mí, por ejemplo).
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Assunto: Brasil-Cuba-América Latina
Remete: Fernández-López, Ambito Iberoamericano, Madrid. Aguardamos
sua valiosa opinião! (ver links no final)
Sept. 25, 2002: Diario Las Américas, Miami (FL)(tradução do original
em espanhol, sem revisão do autor)
Brasil à beira do abismo? Neo-Lula, sugestão coletiva e cubanização
Por Armando Valladares, ex-preso político cubano, autor do livro
"Contra toda esperança", ex-embaixador norte-americano na Comissão de
Direitos Humanos da ONU, em Genebra, durante as administrações Reagan
e Bush.
Se em outubro próximo, no gigantesco Brasil, o candidato pró-
castrista Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), vencer as
eleições presidenciais, várias nações do continente serão
provavelmente arrastadas para a esquerda e a sanguinária ditadura
comunista de Cuba verá prolongado seus nefastos dias.
Não sou eu quem afirma; é o próprio Sr. Lula que confessa esses
tristes presságios.
Em Havana, em dezembro de 2001, durante a 10ª reunião do Foro de São
Paulo (FSP), junto aos chefes narco-guerrilheiros colombianos Rodolfo
González (FARC) e Ramiro Vargas (ELN) e à mais de 300 líderes
comunistas do continente, o dirigente brasileiro rendeu uma incrível
homenagem ao ditador Castro: "Embora o seu rosto esteja marcado por
rugas, Fidel, sua alma continua limpa porque você nunca traiu os
interesses de seu povo", "obrigado, Fidel, obrigado por vocês
existirem". O objeto de tão efusivo agradecimento foi o tirano que
mantém na mais completa miséria e escravização, a sangue e fogo, 12
milhões de meus irmãos, há mais de 40 anos; o mesmo tirano que é,
confessadamente, o responsável direto pela subversão que assolou a
América Latina na década de 70, inclusive no Brasil, fazendo milhares
de vítimas inocentes.
Depois de elogiar as supostas "conquistas sociais" da revolução
(educação e saúde que, na realidade, são usadas como eficazes
instrumentos de controle de repressão psico-ideológica da população),
Lula convocou a "esquerda latino-americana e caribenha" a proteger,
"de maneira unida", Cuba comunista. Parafraseando o conhecido refrão,
poderia afirmar: dize-me com quem andas, a quem elogias e a quem
pretendes ajudar, e te direi quem és. Me permito recordar que o FSP é
uma coalizão de grupos revolucionários latino-americanos, fundado por
Lula e Fidel Castro em 1990, para salvar do naufrágio as esquerdas
latino-americanas, desmoralizadas ante a derrocada do império
soviético.
Do inferno cubano, no qual parecia sentir-se como se estivesse no
céu, o Sr. Lula da Silva partiu para a Venezuela para articular
alianças com seu amigo, o presidente Chávez. "Ele pensa o que eu
penso", declarou, ressaltando as numerosas afinidades que o unem ao
também pró-castrista presidente da Venezuela. Qualquer semelhança com
o eixo Castro-Lula-Chávez, que poderá levar à cubanização do
continente, denunciado recentemente pelo Profº Constantine Menges,
pesquisador do Hudson Institute, não é mera coincidência.
Em Brasília, em junho deste ano, durante uma sessão conjunta das
comissões de Relações Exteriores da Câmara e do Senado, Lula reiterou
sua determinação, no caso de ser eleito presidente, de envidar todos
os esforços para terminar com o que ele considera uma injusta
"exclusão" de Cuba comunista da comunidade interamericana, e defendeu
a necessidade de "incluí-la" até na Alca. Em Passo Fundo, perto da
fronteira com Argentina e Uruguai, no começo de setembro, Lula
confessou que, com sua eventual vitória, espera desencadear um
"efeito dominó" na região: "Uma vitória nossa muda muita coisa na
região, repercute na Argentina, no Uruguai, no Paraguai e na
Colômbia". As ambições da política externa lulista não terminam na
América do Sul. Há três anos o PT restabeleceu relações com o Partido
Comunista da China e em maio de 2001 se concretizou uma viagem do Sr.
Lula, junto com uma importante comitiva, ao tal país comunista.
Aloisio Mercadante, secretário de Relações Internacionais do PT,
dirigente do FSP, organizador das viagens internacionais de Lula e
provável futuro chanceler, explicou na ocasião que alianças com
China, Rússia e Índia são "importantes", para dar força a uma
possível coalizão anti-norteamericana. Lula, em sua referida visita
ao Congresso brasileiro, reafirmou a determinação de aprofundar esses
vínculos.
No começo de fevereiro de 2002, o líder do Partido dos Trabalhadores
(PT), compareceu ao 2º Fórum Social Mundial (FSM), efetuado em Porto
Alegre, no sul do Brasil. Durante o seminário "Um outro Brasil é
possível", em discurso diante dos dirigentes máximos de seu
agrupamento e de milhares de militantes, Lula traçou a nova
estratégia que poderá permitir ao PT, depois de tantas tentativas
frustradas, tomar o poder pela via eleitoral. Retomando sua
intervenção na 10ª Assembléia Anual do FSP, em Havana, o dirigente
petista reconheceu que tais "fracassos eleitorais" se produziram
porque "às vezes a esquerda faz um jogo que nem sempre é o mais
conveniente", apresentando imprudentemente ante o público brasileiro
um perfil "muito radical". Tal defeito estratégico afetaria, segundo
Lula, "99% das pessoas que participam do 2º FSM", e fez um chamado
urgente a corrigí-lo. O dirigente se limitou a criticar os meios
táticos utilizados até então, porém de nenhuma maneira renegou as
metas ou fins das esquerdas, que em geral continuam com o mesmo
radicalismo.
O semanário brasileiro "Veja", em sua última edição, recorda que em
uma reunião recente com representantes do também pró-castrista
Movimento Sem Terra (MST), "Lula lhes pediu que entendessem a atual
moderação de seus discursos, como uma necessidade de campanha",
porque "o negócio, avisou, é ganhar a eleição". Em continuação, a
revista pergunta: "Três meses de campanha moderada, anulam duas
décadas de história?"
Tudo foi publicado e difundido pelas agências internacionais;
todavia, não tem sido obstáculo para que Lula, mediante prodígios
publicitários, se tenha metamorfoseado em um neo-Lula, com uma
aparência a tal ponto moderada que seu slogan poderia despertar
inveja nos militantes pacifistas: "Lulinha paz e amor"...
Influenciados por tais prestidigitações, não falta quem creia que
Lula realmente mudou. Entretanto, suas opiniões sobre o sistema
comunista de Cuba e seu velho ditador, funcionam como um teste e
mostram que os sonhos revolucionários do neo-Lula não diferem dos do
Lula de sempre. Se este realmente houvesse mudado, não teria a
obrigação moral de pedir publicamente perdão por haver apoiado, até
há pouco tempo, a revolução comunista de Cuba e seu cruel ditador? O
neo-Lula, para ser credível, deveria "queimar o que adorou e adorar o
que queimou", se me permitem parafrasear São Remígio, dirigindo-se ao
neo-cristão Clodoveo, rei de França.
Porém o neo-Lula não parece estar disposto a seguir os passos de
Clodoveo, queimando o que adorou, limitando-se a "maquiar" o que
continua adorando.
Muitos no Brasil, na América Latina e no mundo têm legítimas
desconfianças sobre essa súbita "moderação" do neo-Lula. Todavia, se
a lógica indica um preocupante diagnóstico, a imagem publicitária do
neo-Lula tem feito com que outros setores estejam se deixando levar
pelas aparências, em um curioso fenômeno que parece ter algo de
sugestão coletiva, e que os especialistas em psicologia social
poderão examinar com maior propriedade.
Similares fenômenos paralizantes do raciocínio, anestesiantes da
sensibilidade e até do próprio instinto de conservação, não estão
alijados em momentos prévios de revoluções paradigmáticas da
História, como a revolução francesa, a revolução russa e a própria
revolução cubana, fenômeno este que conheci muito de perto. Ainda
antes que o futuro ditador e seus seguidores começassem a descer de
Sierra Maestra - com medalhinhas da Virgem e rosários no pescoço -,
Cuba foi sendo preparada para a capitulação mediante um processo
psicológico de dissolução das prevenções e das barreiras de horror em
relação a líderes revolucionários, sobre os quais havia indícios de
que defendiam posições comunistas. Esse processo singular afetou
inclusive membros das elites agrícolas, industriais e até militares
que passaram a aderir a quem prontamente se transformaria em seu
verdugo. Em que medida algo similar está ocorrendo no Brasil, os
próprios brasileiros são os mais indicados para corroborá-lo ou negá-
lo.
Tentei centralizar minha análise nas consequências externas de uma
eventual vitória do Sr. Lula e de sua coalizão de esquerda. De
maneira nenhuma desejaria que se interpretassem estas reflexões como
uma forma de interferência nos assuntos internos desse gigante
chamado Brasil, também denominado Terra de Santa Cruz. Para esta
providencial nação desejo o melhor, porque isso é o que merece seu
povo majoritariamente católico, inteligente, engenhoso, alegre e
bondoso; porém, além disso, porque o desfecho eleitoral, que ocorrerá
dentro de poucos dias, poderá mudar a história da América e do mundo.
Isto tampouco sou eu que digo. Quem expressou isso foi o Sr. José
Dirceu, atual presidente do Partido dos Trabalhadores, que na década
de 70 recebeu treinamento guerrilheiro em Cuba: o desafio do PT é
"governar o Brasil para mudar o mundo". Que Deus não o permita.
PS. Acabo de ler a notícia de que o chanceler brasileiro Celso Lafer
tem em sua agenda uma próxima visita à Havana, levando em sua bagagem
empréstimos de U$ 25 milhões para o ditador Castro. É o que informa o
Jornal do Brasil, em sua edição de 17 de setembro. Se o atual governo
brasileiro, que se diz defensor dos "direitos humanos", faz ao
ditador Castro este favor de fim de mandato, que não se poderá
esperar que faça um eventual governo Lula? Entretanto, o jovem físico
cubano Dr. Juan López Linares, residente no Brasil, clama por seu
direito de ir à Cuba conhecer, abraçar e beijar pela primeira vez seu
filhinho Juan Paolo, de 3 anos e meio. O regime, que cinicamente
alegou os direitos do pai de Elián González de reunir-se com este,
agora os nega ao Dr. López. A contradição é flagrante e indignante. O
importante parece ser salvar do naufrágio, a qualquer preço, a
nefasta ditadura comunista de Cuba, com o qual se deixa ativada essa
bomba relógio no flanco das Américas.
LINKS:
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Valladares, más una foto de Fidel Castro y Lula en La Habana, en
diciembre de 2001, haga clic en: Documentación+Foto
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Néstor Miguel Gorojovsky
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"Aquel que no está orgulloso de su origen no valdrá nunca
nada porque empieza por depreciarse a sí mismo".
Pedro Albizu Campos, compatriota puertorriqueño de todos
los latinoamericanos.
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