[R-P] Amanhã
Nestor Gorojovsky
nestorgoro en fibertel.com.ar
Sab Oct 26 23:47:12 MDT 2002
Lula va a ser el primer presidente obrero, fiel a su clase, de la
historia. No recuerdo otros casos, salvo Walesa (quien ya sabemos
cómo terminó, haciendo de Polonia una subcolonia de Alemania) y
quizás algún presidente australiano (pero allí, los trabajadores
piensan como los burgueses, así que no vale).
Hay quienes sueñan con un Espartaco tropical, y se equivocan. Lula
asume el poder en un país típicamente semicolonial. La Belindia
inmensa que es Brasil (esa mezcla desigual y combinada de Bélgica y
la India) exige mucho más que eso, exige un verdadero Libertador,
alguien capaz de unir todos los oprimidos y los apresados por el
orden oligárquico-imperialista.
Exige, como alguna vez estampé en estas líneas y sigo creyéndolo con
más fuerza que nunca, fusionar el igualitarismo de Canudos, la
rebeldía del Contestado, la democracia política y racial de los
Palmares, y la voluntad de Estado de un Río Branco o un Vargas. Y a
todo eso agréguese la imperiosa dimensión Latinoamericana, herencia
directa (e algún modo) de gente como el gran antecesor pernambucano,
el General de Bolívar, Abreu e Lima.
Un Espartaco es poco para Brasil. No es cuestión de "izquierdas" y
"derechas" en el sentido europeo del término. Es cuestión, como
siempre en el Sur, de Patria y Colonia. Con la Patria está la
"izquierda", con la Colonia, la "derecha".
Ya me voy a festejar, porque vibro con la misma emoción que todos los
amigos del Brasil... Mañana amanecerá para siempre. El día será
largo y difícil, pero la llegada de Lula al poder ha obrado ya el
milagro de silenciar a la prensa hidrofóbica argentina. Obrará,
seguramente, muchos más. Alzo mi copa de buen vino y hasta mañana.
El Sábado 26 de Octubre de 2002 a las 23:11,
Mario Jose de lima dijo sobre [R-P] Amanhã que:
>
>
> Companheiros da R-P
>
> Amanhã, esperamos, nós, a maioria dos brasileiros, realizar uma quebra na
> trajetória dos membros da classe dominante a assumirem o papel principal na
> hierarquia do poder nacional. Esse resultado está apoiado em aspectos
> extraordinários da situação atual da sociedade brasileira: o brasileiro
> rompeu a ordem que fazia de cada eleitor um elemento sob o controle de algum
> cacique eleitoral. Essa é uma marca das eleições deste ano. A direita - ou
> as lideranças da direita - não conseguiu direcionar os votos como fizeram
> desde sempre. Mesmo resultados favoráveis para caciques tais como ACM foram
> marcados por uma postura de simpatia à candidatura de Lula. Isso, ao lado de
> uma derrota fragorosa em Salvador.
>
> Mas já vemos o sinal da cortina de fumaça dissimuladora no horizonte:
> começam a disseminar a idéia de que a vitória de Lula é resultado de
> absoluta adesão aos rumos das posições de direita. Tentam fazer crer que
> Lula chega ao governo graças a sua posição conciliatória frente às demandas
> da classe dominante. Evidente, há sinais de um diálogo entre Lula e
> segmentos centristas. Isso, entretanto, não nega as bases da liderança de
> Lula, não consegue encobrir a sua trajetória como líder sindical.
>
> É impressionante como podemos ouvir na boca da população a mensagem
> difundida de forma subreptícia de que "Lula se ganhar não leva". "Pode até
> assumir, más não se manterá no governo. principalmente" se "descambar" para
> uma posição, como gostam de dizer, populista.
>
> O meu imenso entusiasmo por viver esse momento da História brasileira/Latino
> Americana resulta do fato desse amadurencimento popular, em meio a crise do
> padrão de acumulação afirmado nas últimas década. A minha esperança maior é
> que, depois de amanhã, sejamos capazes de sustentar o resultado das eleições
> que, certamente, levarão Lula até o Planalto.
>
>
> Mário
>
>
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Néstor Miguel Gorojovsky
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"Aquel que no está orgulloso de su origen no valdrá nunca
nada porque empieza por depreciarse a sí mismo".
Pedro Albizu Campos, compatriota puertorriqueño de todos
los latinoamericanos.
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