[R-P] Os medos da Duarte.
Mario Jose de lima
mjlima en uol.com.br
Jue Oct 24 04:44:28 MDT 2002
Os últimos dados do mundo maravilhoso mundo novo que a Duarte teme ser
subvertido pela vitória do Lula / Mário
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Desemprego sobe e renda do trabalhador cai
Vera Saavedra Durão e Diogo de Hollanda, Do Rio e do Valor Online
O mercado de trabalho sofreu deterioração generalizada de agosto para
setembro, no rastro da disparada do câmbio e da alta da inflação. Além da
taxa de desemprego, que passou de 7,3% para 7,5%, tiveram piora outros
indicadores importantes, como a geração de vagas com carteira assinada.
Descontando as influências sazonais, a taxa de desemprego de setembro ficou
em 7,6% e foi a maior desde fevereiro de 2000 (7,8%). A taxa média
registrada nos nove primeiros meses do ano foi de 7,3%, bem superior à do
mesmo período do ano passado (6,2%), segundo a pesquisa mensal de emprego do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na região metropolitana de São Paulo, o desemprego de 9,3% foi o mais alto
dos últimos 20 anos.
O rendimento do trabalhador voltou a cair, registrando perda de 4% no
acumulado do ano. O valor médio apurado em agosto - R$ 797,05 - representa
queda de 1,5% perante julho (a vigésima queda mensal consecutiva) e de 2,6%
no confronto com agosto de 2001.
O nível de ocupação recuou 0,1% no confronto com agosto, após seguidos
crescimentos. Nos empregos com carteira assinada, houve queda de 1,1%,
indicando movimento de redução de custos das empresas ante o estreitamento
de margens por causa da desvalorização cambial.
Por conta das exportações, algumas regiões metropolitanas tiveram ganhos na
ocupação da indústria, como é o caso da Grande Porto Alegre, onde o pessoal
ocupado nas fábricas cresceu 3,5% estimulado pelas vendas externas de
calçados e da Grande Belo Horizonte, com aumento de 2,5% face as vendas
externas de aço, segundo Shirlene Ramos de Souza, do IBGE.
Em São Paulo, a taxa de desemprego é explicada por um maior peso dos setores
mais penalizados pela conjuntura adversa, voltados para o mercado doméstico.
O setor de serviços é o que mais ampliou o total de empregados este ano no
Brasil. De agosto para setembro, apenas o setor de serviços aumentou o
contingente de trabalhadores, em 0,5%. A indústria e o comércio tiveram
queda de 1,4% cada um e a construção civil promoveu uma redução de 1%.
Os analistas ficaram decepcionados com os resultados divulgados pelo IBGE.
Para Luís Afonso Lima, do BBV Banco, a pesquisa contrariou os sinais de
recuperação observados nos meses anteriores e "pode estar indicando que o
empresário, mesmo com os estoques em queda, está preferindo postergar novas
contratações, à espera de um cenário político e econômico mais definido".
Odair Abate, economista-chefe do Lloyd's Bank, aumentou de 7,2% para 7,6% a
estimativa para o desemprego médio de 2003. A LCA Consultoria é mais
otimista e trabalha com uma recuperação da ocupação em 2003, esperando
crescimento de 1,8%. O rendimento real dos trabalhadores deve continuar
deprimido com queda de 2,7% e a massa real de renda deve acumular perda de
1%.
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