[R-P] ..pois é. Não é para duvidar.

Mario Jose de lima mjlima en uol.com.br
Vie Oct 11 21:20:09 MDT 2002


O BRASIL É LULA. JÁ O TSE, O IBOPE, A "GLOBO" ...


Laerte Braga


 ...Trabalham full time para José Serra. Especialistas em números
começam a analisar os resultados estado a estado e não têm dúvida: houve
fraude no primeiro turno e os votos de Serra foram a mais. A urna
eletrônica funcionou como estabelecido pelo presidente do TSE (Tribunal
Superior Eleitoral), Nelson Jobim, assegurando um segundo turno entre o
seu compadre, o candidato oficial e Luís Inácio Lula da Silva.
 Como nos velhos tempos, IBOPE, "Globo" e muito mais, os de sempre,
cumpriram suas partes, representaram seus papéis a contento e pretendem
fazê-lo no segundo turno. Eleger Serra a qualquer custo, a qualquer
preço. O "negócio" da "presidência da República" é bom demais para ser
perdido. Roberto Campos disse isso em 1984 para Paulo Maluf, o Serra da
época, ao justificar o "investimento" em deputados, senadores, deputados
estaduais, já que as eleições eram indiretas.
 "Você gasta cem milhões de dólares e em quatro anos busca um bilhão".
Com a voracidade que tucano tem para esse tipo de coisa é fácil imaginar
o que Serra vai despejar nesses poucos dias de campanha.
 O candidato oficial quer debates. Sabe que o tempo é curto e quer
forçar o confronto com o petista a qualquer preço. O que não entende e
nem pode entender, está obcecado pelo "negócio", é que um debate, pelo
menos em tese, presta-se a que candidatos apresentem suas idéias, seus
programas, façam análises críticas dos programas diversos e tentem
mostrar-se à altura de ocupar a presidência da República (no caso de
Serra ele é candidato a capataz de Washington).
 O que Serra pretende é transformar as eleições num show de pegadinhas,
de disparos de sua metralhadora giratória e quando insinua medo do
petista Lula, apenas reforça o desafio, na certeza que pode vencê-lo em
confrontos desse tipo. Perdeu e feio o último debate do primeiro turno.
 Eu, se fosse Lula, exigiria focinheira no candidato tucano nos
intervalos e seguranças entre um e outro durante todo um eventual
debate, pois a raiva mata.    E enforcador também, sei lá se o cara
resolve avançar. Neste momento até os tratadores estão ensandecidos.
 Há necessidade, penso, de imediatas providências da direção do Partido
dos Trabalhadores contra a fraude montada e orquestrada pela Justiça
Eleitoral, mais precisamente o TSE e, diretamente Nelson Jobim e seus
sabujos. Isso passa por termos observadores independentes, ou seja, de
entidades européias e norte-americanas ligadas aos direitos civis.
 Como de mostrar publicamente o programa, ou programas que determinam o
voto eletrônico, deixando clara a impossibilidade de recontagem e o
caráter secreto de boa parte dos mesmo. Explicar detalhadamente o que
pode ser feito sem que haja qualquer chance de reverter a bandalheira.
 IBOPE e "Globo" vão tratar de criar condições de empate técnico entre
Lula e Serra e abrir caminho para a consumação da fraude. A questão não
é provar a fraude. O problema é Nelson Jobim dar transparência ao
processo eleitoral e permitir a segurança do  voto. Como está é lícito
presumir qualquer coisa, pois só ele, a ABIN (antigo SNI) e a empresa
que montou o programa sabem o que vai sair das urnas.
 A reação e a denúncia púbica em torno do sistema eletrônico de votação
é que vão criar condições de impedir que os bandidos assegurem,
independente da vontade do povo, do eleitor, que Serra seja o próximo
presidente.
 Bobagem, paranóia? Olha o Bush lá, numa fraude muito mais porca.
 A campanha começa na prática na segunda-feira, pois a expectativa maior
é em torno dos programas gratuitos em redes nacionais de rádio e
televisão. Até hoje os candidatos dedicaram-se a amealhar apoios e Lula
levou nítida vantagem nessa operação. Nem mesmo setores que antes
formaram o governo FHC, as tais bases, querem saber de Serra. O cara é
ódio puro. Só presunção. Fúria raivosa, na verdade, conseqüência da
ameaça de perda dos "pontos", da "zona" dos "negócios".
 A torpe tentativa de ligar a vitória de Lula a um complô com Chavez e
Fidel Castro e mostrar um futuro quadro de caos, não leva em conta, no
caso de Chavez que vem sendo usado pelos principais veículos de
comunicação do País, que o presidente da Venezuela foi deposto por um
grupo de militares e empresários, com apoio dos Estados Unidos e,
recolocado no poder pelo povo, sobretudo a classe trabalhadora.
 Esse é o sentido da luta. Ou o Brasil retoma ao controle dos
brasileiros, ou Serra consolida a  sua  transformação em entreposto dos
Estados Unidos.
O que está em jogo é isso.







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