[R-P] Fw: [AttBR] Franca e Alemanha - recusaram a "flexibilizacao" do trabalho
Julio Fernández Baraibar
julfb en sinectis.com.ar
Mie Mar 20 02:21:04 MST 2002
Esto es interesante. La Unión Europea tiene distintas opiniones sobre,
ni más ni menos que, la liberalización del mercado laboral. La
precarización laboral como la llama el amigo Recalde. Este es un
artículo que da cuenta de estas diferencias que, si por un lado no
pueden confundirnos, nos permiten entrever un margen de acción. Digo yo
que se me está por vencer la luz y no puedo pagarla.
Julio FB
> LÁ COMO CÁ?
> Aliança entre Jospin e Schröder barra reformas liberais na UE
> ================================================
> Com a proximidade das eleições nacionais, o primeiro-ministro
francês
> Lionel Jospin e o chanceler alemão Gehard Schröder não querem
problemas com
> suas bases e recusaram as propostas de "flexibilização" do mercado de
> trabalho e do setor de energia europeus, lançadas na Cúpula de
Barcelona.
> Nelson Franco Jobim
>
> Londres - Nas ruas, os manifestantes anticapitalistas sitiaram
os
> líderes da Europa. Lá dentro, na reunião de cúpula de Barcelona, o
> primeiro-ministro britânico, Tony Blair, se aproximou do líder da
direita
> italiana, Silvio Berlusconi, aliado dos neofascistas, e do
primeiro-ministro
> conservador espanhol, José María Aznar, os herdeiros do franquismo,
para
> "flexibilizar o mercado de trabalho" e o setor de energia. A meta
> estabelecida em Lisboa no ano 2000 é fazer da Europa o mercado mais
> competitivo do mundo até 2010, superando os Estados Unidos. O problema
é se
> para concorrer com os EUA é preciso ser igual aos EUA. Outros governos
mais
> à esquerda, na França e na Alemanha, que ainda são o eixo da UE,
querem
> preservar o modelo social-democrata europeu, a chamada economia social
de
> mercado.
> O primeiro-ministro socialista Lionel Jospin disputa a
Presidência da
> França em 21 de abril e 5 de maio com o presidente conservador Jacques
> Chirac. O chanceler (primeiro-ministro) Gehard Schröder disputa a
reeleição
> em setembro deste ano. Não se deixaram seduzir com o discurso
neoliberal de
> Blair, Berlusconi e Aznar. Suas bases sindicais têm um peso eleitoral
> importante. Nada será feito para liberalizar a Europa, pelo menos até
essas
> eleições. A agenda de Lisboa continua na geladeira.
>
> Tony Blair agora abandonou a Terceira Via. Está na "terceira
fase".
> Deixou qualquer pretensão de ser um modernizador da esquerda européia
para
> se aliar à direita. O líder que prometeu combater as "forças do
> conservadorismo" acabou se juntando a elas. Ficou mais tempo forjando
> relações fora do eixo franco-alemão em vez de tentar penetrar no
núcleo de
> poder que governa a UE.
>
> Ele chegou descrevendo a cúpula de Barcelona como um momento em
que
> "ou vai ou racha". Saiu se contentando com uma "conquista sólida mas
> limitada", a plena liberalização do setor de energia em 2004, bem
depois das
> próximas eleições na França, único país que resistia.
>
> Blair se defende dizendo que se relaciona com países e não com
> pessoas. Tenta "desideologizar" o debate. Na prática, cada vez mais
tenta
> posar como um modernizador e reformador na Grã-Bretanha, enquanto é um
> conservador em política externa. Apóia o presidente dos EUA, George W.
Bush,
> em sua guerra contra o terrorismo, e se alia a Berlusconi e Aznar na
UE.
>
> Para John Monks, secretário-geral do TUC, a moderada central
sindical
> britânica, é uma "tremenda estupidez" se juntar com Berlusconi para
reduzir
> os direitos dos trabalhadores europeus. Monks defende o modelo
> social-democrata europeu. Blair está mais para os EUA.
>
> O primeiro-ministro britânico pode falar de "maior engajamento"
na
> Europa. Mas numa questão fundamental, um possível ataque dos EUA
contra o
> Iraque para derrubar Saddam Hussein, a UE está dividida, com o Reino
Unido
> apoiando incondicionalmente os EUA e o resto desconfiando da
viabilidade
> política de iniciar uma nova guerra no mundo árabe.
>
> Blair tentou fazer a ponte entre os EUA e a Europa por sobre o
Oceano
> Atlântico, para manter a frágil coalizão que apoiou com restrições a
guerra
> no Afeganistão. Não conseguiu. De um lado, os americanos estão
dispostos a
> entrar em guerra com ou sem os europeus. Do outro, a UE tenta manter
uma
> certa unidade dentro da política externa e de segurança comum. Passou
o dia
> em que o jornal francês Le Monde disse na primeira página: "Nós somos
todos
> americanos agora".
>
> Dentro de casa, a rebelião é cada vez maior na esquerda do
Partido
> Trabalhista. No domingo, o ministro do Interior, David Blunkett,
advertiu
> para o risco de revolta entre os jovens muçulmanos deste país, em caso
de
> guerra contra o Iraque.
>
> A lógica política indica que Blair estaria mais a vontade com a
> vitória da direita nas eleições francesas e alemãs, uma posição no
mínimo
> estranha para um primeiro-ministro britânico. Mas a conquista de um
lugar na
> mesa de decisões européia depende da adesão ao euro, outra batalha
doméstica
> que Blair prefere adiar.
>
> No momento, a questão fundamental é o Iraque. Mais uma vez,
Blair terá
> o papel de grande embaixador dos EUA na Europa, o que vai abalar suas
> credenciais como líder europeu.
>
>
>
> Sindicalistas criticam Blair, mas não deixam Partido Trabalhista
> O normalmente ultramoderado John Monks, secretário-geral do
Trades
> Union Congress (TUC), a central sindical da Grã-Bretanha, declarou que
a
> aliança entre o primeiro-ministro Tony Blair e seu colega italiano, o
> direitista Silvio Berlusconi, é uma "tremenda idiotice". E outros
altos
> dirigentes sindicais acusam este governo trabalhista de querer impor
um
> modelo econômico americano, destruindo a rede de proteção social que
> caracteriza a social-democracia européia. Mas apesar das investidas
> liberais-democratas, os sindicalistas não admitem deixar o partido.
>
> "Não acredito em divórcio do Partido Trabalhista", declarou à
Agência
> Carta Maior Dave Prentis, secretário-geral do Unison, o maior
sindicato do
> país, com 1,3 milhão de associados, entre servidores públicos de
governos
> locais, do Serviço Nacional de Saúde, da educação, dos setores de
água,
> eletricidade, transporte, gás e trabalho voluntário. "Negociamos com
> qualquer governo. Há governos locais conservadores e
liberais-democratas.
> Falamos com todos. Mas temos nosso partido. Nós fundamos o Partido
> Trabalhista, o apoiamos na oposição. Não vamos nos divorciar agora que
> estamos no governo. O problema é que o governo é obcecado com os anos
> Thatcher. Mas a maioria da população concorda conosco: o setor privado
não
> deve prestar serviços públicos."
>
> A seu lado, Michael Rix, secretário-geral do Aslef, o sindicato
dos
> ferroviários e metroviários, repete a mensagem: "Não vamos deixar o
Partido
> Trabalhista, apesar das discordâncias. Vamos continuar apoiando o
> financiando o trabalhismo, lutando dentro do partido. Achamos que a
> privatização do setor ferroviário foi a mais desastrosa. É um setor
> fragmentado que deve ser submetido à disciplina do serviço público.
Mas
> vamos brigar pelas nossas idéias dentro do partido."
>
> Rix promete comprar briga com o governo Blair contra a parceria
> público-privada para administração do Metrô de Londres, um dos mais
> decadentes do mundo. O líder sindical entende que essa privatização
parcial
> é a receita para o desastre: "Não acredito em segurança em transportes
> públicos administrados para dar mais lucro. Fico imaginando um
acidente na
> Linha Norte, que é a mais profunda. Quanto tempo será necessário para
> atender os feridos? É o risco de uma tragédia a que não vamos submeter
> nossos associados nem a população de Londres. Vamos lutar contra isso,
> parando o metrô, se for necessário. A responsabilidade sobre o metrô
deve
> ser do prefeito de Londres". Ken Livingstone, dissidente trabalhista,
é
> contra a privatização parcial. Gostaria de lançar bônus da Prefeitura
de
> Londres para financiar a recuperação do metrô.
>
> "Nossa meta é conseguir um bom valor pelo nosso dinheiro",
ponderou
> Dave Prentis. "A população não quer pagar mais impostos. Mas se quiser
ter
> serviços públicos iguais ao resto da Europa, terá de pagar por isso. A
> questão fundamental nas próximas eleições não vai ser o Iraque nem o
> Afeganistão, será o estado dos serviços públicos. E as empresas
privadas não
> têm condições de fazer as reformas necessárias. Não têm capacidade nem
> organização. Podem pegar o lado lucrativo.
>
> Prentis diz que não quer ser acusado de representar a velha
esquerda
> trabalhista: "É como comprar uma casa com cartão de crédito. Não dá.
Os
> juros são muito altos. Qualquer reforma com participação do setor
privado
> vai sair muito mais caro. E no fim o contribuinte vai pagar. Eles
terão de
> contratar funcionários públicos experientes que usarão sua capacidade
> desenvolvida no setor público para gerar lucro no setor privado."
>
> Todas as empresas estatais britânicas estão sujeitas a inspeção
da
> Comissão Nacional de Auditoria, o que as torna muito mais
transparentes do
> que a maioria das empresas, argumenta Prentis: "Os políticos querem a
> manchete fácil. Não pensam a longo prazo. No fundo, é uma discussão
sobre o
> modelo de sociedade que queremos adotar. Este governo trabalhista
prefere o
> modelo americano. É aliado do Berlusconi. Nós, como membros do Partido
> Trabalhista, estamos muito preocupados. A Terceira Via não é uma
invenção de
> Blair, foi uma invenção de Mussolini."
>
> O líder ferroviário Michael Rix ainda defendeu a "política
integrada
> de transportes", lançada há quatro anos após duas décadas de
> "desinvestimento" no setor.
>
> Mas Prentis insiste: "Os eleitores enviaram sua mensagem à
> aristocracia trabalhista. É preciso investir em treinamento e
gerenciamento.
> Por que os hospitais franceses são melhores? Por que não há listas de
espera
> nos sistemas de saúde da Alemanha e da Bélgica. A França tem duas
vezes mais
> médicos. Os investimentos de capital em saúde e educação estavam 30%
abaixo
> do necessário."
>
> Depois do acidente de Clapham Junction, foram feitas 91
recomendações,
> que custariam US$ 2,5 bilhões por ano. Só os advogados ganharam uma
bolada
> nessa valor. Os investimentos não foram feitos e as estimativas atuais
são
> de que o sistema precisa de quase US$ 4 bilhões por ano.
>
> "A PPP vai hipotecar nosso futuro", protesta Rix. "No final, vai
ser
> preciso usar dinheiro público para financiar esses projetos. O governo
e a
> população têm de entender isso e iniciar um debate sobre como
financiar os
> serviços públicos. No setor ferroviário, 10 mil empregos desapareceram
com a
> privatização. O segredo no setor de transportes é ter uma ética de
serviço
> público e uma estratégia nacional articulada com os governos locais e,
> sobretudo, com os centros urbanos. Se a privatização deu certo, por
que o
> governo gasta US$ 2,8 bilhões por ano no sistema ferroviário? Algumas
> atividades essenciais à civilização não são lucrativas. Podemos ter
uma
> sociedade civilizado sem sistema de saúde, sem um sistema de
aposentadoria e
> pensões? De alguma forma, nos últimos 20 anos, perdemos essas noções."
>
> Bill Hayes, secretário-geral do Communication Workers Union
(CWU), que
> reúne trabalhadores nos correios e em telecomunicações, adverte que os
> correios correm o risco de um desastre, como o dos trens: "A questão
central
> é o papel dos serviços públicos, a idéia de que empresas estatais são
> ineficientes. A BT não é muito mais eficiente hoje. As reduções de
preço
> eram muito maiores. No correio, 90 mil funcionários visitam
diariamente 27
> milhões de endereços postais. Que empresa privada terá capacidade de
fazer
> isso?"
>
> Hayes acha que há um renascimento do movimento sindical na
Inglaterra,
> mas compara com a música: "É como aquela banda Oasis. Pode soar como
os
> Beatles, mas não são os Beatles. Não estamos de volta aos anos 70. O
ano de
> 2001 teve o menor número de greves desde 1891".
>
>
> http://www.agenciacartamaior.com.br/reportagem/imp_report.asp?id=217
>
>
>
> ###########################################################
>
> A linha de "subject" (assunto) deve dizer objetiva e concisamente o
que contém a mssg. Não use acentos, cedilha e til nessa linha, para
evitar torná-la ilegível. Ao dar "reply", elimina o desnecessário na
mssg alheia, inclusive este rodapé padronizado, e tira da linha de
"subject" [AttBR], Fw etc. e o excesso de Re. Evita mssg acima de 50
KB: desdobra-a em mssgs sucessivas. Envia no máximo 2 mssgs diárias.
Os anexos e o HTML são rejeitados pelo sistema para impedir vírus.
>
> SAIR: envia mssg completamente vazia no corpo e na linha de "subject"
para
> attacorg-unsubscribe en yahoogrupos.com.br e confirma mediante "reply"
na mssg que o sistema enviará.
>
> ASSINAR: exatamente o mesmo, mas em vez de unsubscribe, subscribe
>
> MODO DIGEST: idem, para attacorg-digest en yahoogroups.com
> MODO SÓ WEB: idem, para attacorg-nomail en yahoogroups.com
>
> Arquivo de mssgs no sítio da lista:
http://groups.yahoo.com/group/attacorg
>
>
> Seu uso do Yahoo! Grupos é sujeito às regras descritas em:
http://br.yahoo.com/info/utos.html
>
>
>
Más información sobre la lista de distribución Reconquista-Popular