[R-P] Fw: [AttBR] A quem interessa a crise argentina? (*Renato Oliveira)

Julio Fernández Baraibar julfb en sinectis.com.ar
Dom Mar 17 11:26:55 MST 2002


Quizás jamás debamos tanto a otro país como hoy le hemos empezado a
deber a Brasil. Sí, posiblemente le debamos tanto a Perú por su posición
y actitud en la guerra de Malvinas. Espero que esta vez no le paguemos a
Brasil, como le pagamos a Perú, vendiendole armar a Ecuador.
Julio Fernández Baraibar

>       A quem interessa a crise argentina? (*Renato Oliveira)
>       Sexta-feira, 15 de Março de 2002 - 14:18
>
>
>       Ao contrário do que se afirma, a recusa do FMI em ajudar a
Argentina deve-se à importância estratégica da sua economia. Não para
?eles?, obviamente, mas para o Mercosul. É a ele que o FMI visa atingir.
Assim, a constituição da Alca como simples expansão da economia
norte-americana sobre o resto do continente estaria assegurada.
>
>       Os argumentos utilizados pelo Fundo são ridículos. Primeiro, o
de que o governo argentino não apresenta um plano consistente de ajuste
fiscal. Ora, exigir ajuste fiscal de um país que projeta 13% de queda em
sua economia é muita estupidez, mesmo para o FMI. A exigência cheira a
argumento de ocasião para impedir qualquer ajuda. O segundo, brandido
sem qualquer pudor pelo próprio Presidente do Fundo, é o de que a classe
política argentina não seria confiável. Não haveria garantias de que os
recursos eventualmente liberados seriam aplicados na recuperação da
economia do país.
>
>       Não foi o que se ouviu quando da ajuda à Rússia sob o governo
Ieltsin, então governada por uma das classes dirigentes mais corruptas
da história. O resultado foi a recomposição da vida institucional
daquele país, pois foi para isto que o Fundo foi criado: impedir que
crises econômicas degenerem em crises institucionais sem retorno. Por
que exigir da Argentina o contrário, isto é, que resolva sua vida
institucional antes da ajuda econômica?
>
>       Resta o cínico argumento da desimportância estratégica da
economia argentina. Ele é tão odioso que deve ser interpretado pelo seu
contrário: é justamente por sua importância que o Fundo nega-se a
ajudar.Daí a importância das primeiras (e ainda tímidas) medidas dos
países da região em apoio à Argentina. No entanto, dois outros eventos
serão capitais a médio e longo prazos.
>
>       Primeiro, o encontro a ocorrer em Montevidéu nesta semana, de
representantes do Uruguai, Brasil, Argentina, Paraguai, Chile e Bolívia
para discussão de uma política comum de financiamento à Ciência e à
Tecnologia. Segundo, a reunião de Ministros de C&T da América Latina,
Caribe e Península Ibérica, no final deste mês, em Brasília, onde se
discutirá igualmente uma política comum de desenvolvimento científico e
tecnológico.
>
>       Ambos possibilitam a discussão dos nossos problemas pela sua
causa principal: nossa profunda dependência dos países ricos (ou seja,
dos patrões do FMI) em matéria de Ciência e Tecnologia. É esta
dependência que torna nossas economias vulneráveis, gerando a
necessidade constante de aportes diretos de recursos financeiros
externos para compensar a exportação líquida de capitais que sempre
caracterizou nossos países.
>
>       Oxalá estejamos começando a redefinir os termos do debate sobre
os nossos problemas econômicos. Só assim conseguiremos impor uma nova
agenda aos organismos financeiros internacionais.
>
>       (*Secretário da Ciência e Tecnologia do RS)
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> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
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