[R-P] USA busca llevarnos al caos para escarmentar a los "estatistas"

Ceci Vieira Jurua juruacv en montreal.com.br
Dom Mar 10 17:08:19 MST 2002


Amigos,


Uma informação relevante, neste momento, é a de que o FMI tem um projeto de
aplicar, aos países, uma "lei de falência".  Esta notícia figura em jornais.
Presume-se portanto que, para países em uma situação falimentar, o FMI
defenderia a necessidade de um comitê de intervenção encarregado de fazer o
levantamento de todos os ativos "vendáveis" para quitar os débitos com os
credores.  Como se fosse uma empresa privada.  Por isto, eu penso que a
proposta de Dornbush não é um ato isolado.  É uma pedra do xadrez
geopolítico.   Sua proposta casa-se perfeitamente com o projeto FMI de
elaborar uma lei de falência aplicada a Estados.

A casta dominante, ou dirigente a nível global (como queiram), não age nem
natural nem espontaneamente.  Há um projeto de dominação global e há
instâncias criadas para tal.  Nos últimos 20 anos, parece-me que o papel
central na dominação do Norte do Sul, vem sendo desempenhado pelo FMI e pelo
Banco Mundial.   A dívida externa é o principal instrumento, viabilizado a
partir dos choques de preços do petróleo (1973 e 1979)  e do aumento da taxa
de juros dos USA (1980-81).  Por isto parece-me importantíssimo
questionarmos a dívida externa, do modo como o faz Eric Toussaint em artigo
que circulou há pouco nessas listas.  Como ele, eu acredito que essa dívida
é Imoral, Ilegítima e Impagável.

O artigo do professor teuto-estadunidense está publicado hoje na Folha de
São Paulo.   Ele propõe em traços gerais  :

-  a nomeação de um comissário-geral e outros comissários "originários de
países pequenos como Holanda, Finlândia, Irlanda"
-  cum conselho formado por executivos experientes de bancos centrais
"deveria assumir o controle da política monetária argentina"... "os pesos
novos não deveriam ser impressos na Argentina"
-  "outro agente estrangeiro seria necessário para verificar o desempenho
fiscal e assinar os cheques do governo central para as províncias.... A
SONEGAÇÃO FISCAL E A CORRUPÇÃO PRECISA PARAR"...
-  "a divisão de arrecadação entre governo federal e províncias deve ser
revista.  AS PROVINCIAS DEVERIAM RECEBER MENOS"....
-  UMA CAMPANHA MACIÇA DE PRIVATIZAÇÃO DE PORTOS ,SERVIÇOS ALFANDEGÁRIOS E
OUTROS SETORES teria de ser adotada imediatamente"....  DESREGULAMENTAÇAO EM
LARGA ESCALA .... OUTRO AGENTE ESTRANGEIRO EXPERIENTE PRECISA CONTROLAR
ESSES PROCESSOS ...
-  "liberar os depósitos bancários e E PERMITIR QUE O FMI E OUTRAS
INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS INTERNACIONAIS DECIDAM QUE BANCOS APOIAR" ....

Em outras palavras, meus amigos, eu entendo que Dornbush  está pregando a
DEPOSIÇÃO DO GOVERNO ARGENTINO.   Ele defende A INTERVENÇÃO ESTRANGEIRA NO
PAÍS, CONTRARIANDO TODOS OS DISPOSITIVOS DA ONU.  Ele está SABOTANDO
internacionalmente os esforços do Governo Duhalde no sentido de encontrar
uma solução pacífica e negociada !

Segundo a Folha de São Paulo, o artigo publicado hoje, ARGENTINA MERECIA
INTERVENÇÃO - é o título, foi feito especialmente para o Financial Times, no
coração da "City" (!).

Como o FMI é um poderoso agente/aliado do Tesouro USA e do G-7, a lei de
falência de que tanto fala a Sra. Krueger (Secretária do FMI)  é algo que
tem o respaldo dos países do G-7..  Estão utilizando a precária situação
econômica, e política, da Argentina, para testar a passagem deste projeto de
lei de falência aplicável no futuro a todos os países e não somente à
Argentina.  A Argentina é apenas um balão de ensaio, no meu entender.

Por isto, eu penso que devemos nos mobilizar, todos, solidariamente.

Vou retransmitir essa mensagem aos órgãos interessados no Brasil, como o
nosso Movimento por uma auditoria da Dívida Externa.   No Exterior temos um
Comitê para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo, em Bruxelas:
http://users.skynet.be/cadtm  .

Este me parece mais um momento privilegiado para construção de nossa unidade
sul-americana.  Não devemos ter ilusões porque estamos todos ameaçados, e
com o mesmo adversário.  É necessário, agora, no meu entender, passar por
cima de questões ideológicas, de classe, para cimentar a unidade nacional e
sub-continental.   Mesmo, ou principalmente, as Forças Armadas que já nos
fizeram tanto mal em tempos recentes, precisam estar do mesmo lado que nós !
Assim como os políticos e os magistrados !   Quando falo isto penso nas
instituições.  As pessoas que ali estão devem ser julgadas, por seus atos, é
claro.   Não acredito que aí, como aqui, todos os políticos, todos os
juízes, todos os militares, todos etc, sejam perversos e nossos inimigos (do
povo, dos trabalhadores).  É o momento de separar o joio do trigo.  E de
unir todos aqueles que não ficaram do lado dos invasores, quer como
cúmplices associados, quer como "vendedores de serviços".

É um momento de extrema gravidade nacional, até porque há outros projetos
semelhantes rolando há muito tempo.  Como por exemplo as "regras de bom
governo" aplicáveis a todos os países.  Esta é uma proposta que vem dos
mesmos personagens, FMI e seus aliados, segundo nos conta François Chesnay
em artigo de 1998.

Um abraço solidário.  Ceci.




----- Original Message -----
From: Gorojovsky <Gorojovsky en arnet.com.ar>
To: ReconquistaPopular <reconquista-popular en lists.econ.utah.edu>
Sent: Sunday, March 10, 2002 1:05 PM
Subject: [R-P] USA busca llevarnos al caos para escarmentar a los
"estatistas"

> Interesante análisis de Stella Calloni, a la que alguna vez espero que
tengamos  como miembro activo de esta lista de discusión.

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 iii) ESTADOS UNIDOS HABRÍA DEJADO HUNDIRSE A ARGENTINA PARA ESCARMENTAR  A
LOS EUROPEOS

> El Fondo Monetario Internacional (FMI) sabía muy bien lo que sucedía en
Argentina, tanto como que era el gestor de un proyecto económico que  ahora
cierra con la propuesta de "intromisión" o toma de las riendas del  país,
hecha por el economista estadounidense Rudiger Dornsbuch el pasado jueves.

> En 1998, cuando Carlos Menem -el hombre clave del sector financiero
externo- no remontaba de entre diez y 14 por ciento de popularidad, ya  en
su segundo mandato, la consultora RAC & Mori International realizó  una
encuesta regional para The Wall Street Journal Americas, la cual fue
publicada el 16 de abril de ese año aquí por el periódico La Nación.

> Esa encuesta revelaba que 69 por ciento de los argentinos rechazaba las
llamadas "grandes transformaciones", que incluyeron la entrega de las
empresas públicas, el desmantelamiento del Estado, de la salud, la educación
y otros bienes sociales.

> Las grandes preocupaciones de los argentinos eran entonces la  corrupción,
la injusticia y el creciente desempleo. Pero además resultó  que la sociedad
argentina -entre todas las otras de la región  sudamericana- era la que
menos creía en las instituciones tal como  estaban.

> Quizás ese estado de opinión, conjuntamente con la rebelión social que
vivían las empobrecidas provincias desde 1993; el surgimiento de nuevos
actores sociales, como los desocupados piqueteros (cuya modalidad de
protesta comenzó a ser el corte de rutas o caminos), conformaron las  aguas
que se convirtieron en una marejada con los cacerolazos masivos de
 hoy contra el neoliberalismo salvaje.

 DEFENSA DE LA PROPIEDADES DEL ESTADO

> "La mayoría de los argentinos -superando el promedio latinoamericano-
siguen creyendo que hay un conjunto de actividades que deberían ser
propiedad del Estado: petróleo, electricidad, teléfonos, minería,  escuelas,
universidades, sistema de salud, fondos de pensión y agua",  decía la
revista Línea en un informe publicado en mayo de 1998; 61 por
> ciento no creía que las inversiones extranjeras tan publicitadas
favorecieran al país, y 31 por ciento incluso pensaba que esas  inversiones
restaban soberanía y favorecían la influencia de otros  países sobre
Argentina.

> La especialista argentina Graciela Römer, quien dirige la consultora que
lleva su nombre, señalaba por esos días que habían quedado atrás algunas  de
las preocupaciones argentinas como el miedo a la hiperinflación o a  la
inestabilidad económica, para dar lugar a una enorme preocupación  ante el
desempleo y sus consecuencias.

> "Las opiniones mayoritarias se orientan hacia posiciones contrarias a  las
reformas encaradas por la actual gestión de gobierno. El desacuerdo con las
privatizaciones y la flexibilización laboral alcanzaba al 66 por  ciento",
mientras sólo un siete por ciento de la población creía que la  "economía de
mercado era el mejor sistema económico", aseveraba Römer.

> Ese sondeo indicaba que ya entonces 40 por ciento de la población
manifestó "vivir ajustándose el cinturón", 34 por ciento no llegaba a  fin
de mes, y sólo 25 por ciento parecía estar "cómodo". Es decir, 74  por
ciento estaba ya en la pobreza o en camino de convertirse en nuevo  pobre.

> La recesión ya se había instalado en 1998 para no irse más, llevando al
extenso, rico y despoblado país que es Argentina a tener a la mitad de  sus
36 millones de habitantes en la pobreza.

> Menem se fue, pero le siguió la frustración por la inacción del gobierno
de la Alianza que asumió en diciembre de 1999. Las elecciones  legislativas
de 2001 mostraron en toda su intensidad la "bronca (enojo)  social", con el
voto en blanco u objetado. Pero los políticos no  quisieron escuchar esa
voz, hasta que llegó el estallido social y las  cacerolas hicieron suficente
ruido para llevarse por delante el 20 de  diciembre al gobierno de Fernando
De la Rúa.

> Pero estos cambios no han modificado la encrucijada encómica. Julio
Nudler sostiene en Página 12 que la propuesta de Dornsbuch plantea, "en
esencia, una forma extrema de capitalización de la deuda, en la que el
acreedor, representado por arietes como el FMI, se apropia de la  economía
del deudor, y obviamente de su caja, para asegurarse la  cobranza".

> Agrega: "aunque parezca otro exabrupto de Dornsbuch, el esquema encaja
muy bien en la era abierta el 11 de septiembre último, con Estados  Unidos
decidiendo dónde, cuándo y cómo intervenir si lo cree funcional a  sus
pre-ocupaciones (sic). Siendo además el fondo una suerte de apéndice  del
Departamento del Tesoro, su eventual control sobre los resortes de la
política económica argentina consumaría probablamente las más negras
fantasías de los europeos. Según ellas, Washington dejó caer a la  Argentina
para escarmentarlos por haberse colado sin permiso en su patio  trasero.
Ahora, con todo destruido, los estadounidenses vendrían a  imponer su ley;
es decir, la de sus negocios".

> De eso devendría una campaña mucho más virulenta dirigida hacia Europa,
algo que algunos analistas brasileños habían ya destacado.

> Recientemente, consultados en la calle por este periódico, algunos
argentinos se preguntaban por qué si no hubo catástrofes ni guerras, el
país debía ser tratado como si emergiera de algún conflicto de ese tipo.

> Dornsbuch hubiera contestado con algunos elementos de su propuesta, en  la
que pone como ejemplo la intervención aliada en Alemania al finalizar la
Segunda Guerra Mundial, o les explicaría la función de los comités de
bancos experimentados para tomar el control de la politica monetaria,  con
impresión local de moneda, mientras otro agente extranjero firmaría  los
cheques de la nación para las provincias, y el FMI y los inversores
externos internacionales decidirían qué bancos serian apoyados.
>
> Pero si algunos se asombran de esta propuesta de que agentes externos
tomen el control de Argentina, este final de espanto no sorprende a quienes
desde distintos sectores sociales advirtieron sobre la  transformación de
Argentina en lo más cercano a una colonia.
> [Fuente: Stella Calloni, Diario La Jornada, Ciudad de México, 4mar01 vía
> Diario Rebelión]
>
>
> Néstor Miguel Gorojovsky
> gorojovsky en arnet.com.ar
>






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