[R-P] Antivarguismo periodístico en Brasil

Gorojovsky Gorojovsky en arnet.com.ar
Jue Mar 7 11:50:14 MST 2002


Apareció en la lista brasilera attacorg en yahoogrupos.com.br.  La colonización 
pedagógica y la difamación sistemática de los líderes nacionales está tan 
activa allá como aquí. Un tema que cabría preguntarse es:  "porqué, entonces, 
los brasileños no sólo han mantenido su estructura industrial sino que incluso 
la han profundizado?".  Probablemente una respuesta pueda encontrarse en las 
características diferenciales de las Fuerzas Armadas allá y acá. Pero lo dejo a 
los miembros de la lista. De todos modos, la nota merece leerse con atención.

> Mensagem: 8
>      Data: Wed, 06 Mar 2002 00:28:06 -0000
>        De: "e_bittencourt" <e_bittencourt en uol.com.br>
>   Assunto: A Era Vargas e Carta Capital
> 
> 
> 
> 
> Culpa dos jornalistas?
> 
> 
> 
> 
> 
> A Carta Capital de 20/02/2002 começa com a cara de Caras. São 4 
> páginas de superficialidades  vindas de dentro dos   camarotes do 
> Sambódromo  , ao que se segue  logo depois, as análises  de dois  
> ilustres desconhecidos que se intitulam   brazilianistas, resumindo a 
> Era Vargas , 1930-1954, no artigo "pão , porrete e fantasia".
> 
> 
> 
> A matéria é assinada por outro desconhecido , o jornalista  Maurício 
> Dias. Uma pesquisa na  net,que me estabelecesse  o grau  de 
> autoridade  dos brazilianistas  em questão ,  fora seu berço 
> americanoe  doislivros sobre o Brasil ,  pouco revelou sobre Levine  
> e Rose .   Parei depois de examinar  umas duas dezenas de 
> referências ,a maioria envolvendo outros Roses e Levines. Menos ainda 
> consegui aprender sobre o jornalista que se limita a relatar crédulo 
> e omisso as análises dos dois americanos, cumprindo um dos dois  
> rituais mais exigidos pela vídeo-democracia neoliberal:  o ataque   
> sistemático ,  descontextualizado, superficial, insistente, à   Era 
> Vargas e aos  chamados " Anos de Chumbo" dos  militares.
> 
> 
> 
>  O estamento político ,  intelectual, acadêmico , que promove ou 
> compactua a   prática generalizada e legalizada da usura, da fraude, 
> da lavagem de dinheiro sujo, da desnacionalização, há que atacar as 
> fontes mais temidas , capazes de inspirar a derrubada da estrutura 
> que sob o discurso já envelhecido do neoliberalismo vai metodicamente 
> desconstruindo o Estado , e  por  conseqüência , os direitos e a 
> dignidade do cidadão.
> 
> 
> 
> Nas frustradas  pesquisas em busca  de evidências que comprovassem a 
> autoridade dos  supostos  " Brazilianistas "  e que me revelasse algo 
> sobre a carreira  do jornalista  ,   descobri uma interessante 
> entrevista de Mino Carta  que vê os jornalistas 
> como  "...responsáveis pela falência absoluta na qual se encontram as 
> empresas de comunicação do país."  e como tendo colaborado  " ... no 
> recrudescimento das desigualdades sociais."  
> (http://biondi.fcl.com.br/facasper/jornalismo/noticias/noticia.cfm?
> secao=1&codigo=239  ). 
> 
> 
> 
> Copiar  do modelo americano e empregar um alto número de jornalistas 
> nas redações dos principais jornais seriam, de acordo com MC, males 
> do jornalismo tupiniquim.  Na Carta Capital trabalhariam apenas 12 
> jornalistas. Interessante não? 
> 
> 
> 
> Segundo MC:
> 
> 
> 
> "Só depois do maior engodo eleitoral da história, a reeleição de 
> Fernando Henrique Cardoso, é que eles perceberam a real dimensão do 
> problema. Isso é apenas uma prova do quanto a imprensa tem prestado 
> serviço a uma minoria, que corresponde à elite do país"
> 
> 
> 
> A questão é que " Getúlio, pão , porrete e fantasia " contém alguns 
> dos  mesmo elementos perversos  apontados e criticados  por MC, 
> típicos da grande imprensa brasileira copiadora , cooptada , 
> altamente endividada em dólares  . Estes elementos , acima citados,  
> e as dívidas  não são certamente culpa dos jornalistas, mas de seus 
> patrões.  Um deles  é ser  , pelo anti-Getulismo profissional , a 
> cópia da cópia da cópia, conveniente à    submissão  ao  modelo 
> econômico que se instalou  a partir de 1989 e se consolidou em 
> intensidade e perversidade a partir de 1994. Neste período  
> convenientemente  presenteou-se   os grandes grupos do jornalismo com 
> a participação na telefonia celular.
> 
> 
> 
> Fatos isolados , analisados fora do contexto de um mundo que abrigava 
> o colonialismo, o comunismo de Stalin, o Fascismo e o Nazismo, o 
> colaboracionismo, a farsa da democracia racista americana, querem  
> sugerir que Vargas  que viabilizou  este   gigante ao sul do 
> Equador , hoje espoliado por gringos sem princípios, homem que   
> fundou  possivelmente a maioria das instituições , ainda hoje 
> existentes ,  que viabilizaram nossa existência como Estado  
> moderno , foi um homem  vulgar e cruel  e não um estadista que fez 
> pelo Brasil não menos do que Roosevelt ( um admirador seu) fez pelos 
> Estados  Unidos.  
> 
> 
> 
> Vargas, Keynes antes de Keynes  de 1936, é colocado criminosamente 
> perto de Mussolini e bem longe de Roosevelt , outro que governou com 
> poderes especiais, e sem a fanática oposição de oligarquias 
> retrógradas. A grande imprensa  se destaca  nesta década do 
> capitalismo bandido , pelo  controle extremado do fluxo de 
> informação , controle sem a censura  clássica ( e burra) ,  e   pela 
> unanimidade burra e servil , no que vinha sendo  exceção a Carta 
> capital, correspondendo ao  período em que produzia duas edições por 
> mês. 
> 
> 
> 
> A  Era Vargas é enterrada na imprensa submissa com uma  repetição 
> enfadonha vilipendiada com   os termos vulgares  dos marqueteiros. 
> Este enterrar repetido, este aviltamento de nosso passado,  implica 
> em  recorrer  à brazilianistas menores do tipo Rose e Levine. Vale 
> lembrar que a "fraude eleitoral de Cardoso"  ( termos de MC) foi 
> feita em cima da destruição dos chamados "resquícios" da era Vargas,  
> vindo a beneficiar as mesmas elites mencionadas por MC,em nome da  
> flexibilidade e da eficiência na economia, apoiada na desconstrução 
> dos Estados-Nação periféricos, concretizando a tentativa anglo-
> americana do domínio econômico. 
> 
> 
> 
> Cabe ,  para a quadrilha  composta  de políticos,   economistas , 
> gente da mídia , banqueiros , destruir  a Era Vargas atacando    sua 
> reputação,  e falsificando sua  história verdadeira ,  recorrendo a 
> categoria de brazilianista contando que nosso "complexo de vira lata" 
> incorporará com verdade as baboseiras deste dois trapalhões 
> americanos.  Analisa-se de forma criminosa e irresponsável uma  era 
> de emergência e esperança ,  com suas conquistas trabalhistas , com 
> a   afirmação audaz de soberania , cujo   esforço para  elevar o 
> Brasil à condição de uma potência média, nos trouxe  bem perto das 
> cinco maiores  economias do planeta.
> 
> 
> 
> A desconstrução criminosa que se seguiu  ao crescimento ininterrupto 
> de 1930 a 1980  , depois da parálise  resultante de um  Sarney 
> produzido por uma operação médica criminosa pelo desleixo, foi  
> objetivo do projeto globalizador no Brasil, que para isto elegeu  e 
> re-elegeu casuisticamente  FHC, punindo ferozmente a  nossa pretensão 
> de  emergência . Nada novo: a resistência à afirmação de nossa 
> soberania foi companheira tenaz de  Vargas de 30 a 54.
> 
> 
> 
> Ressalto que  o século que passou  , esta Era de extremos aque se 
> referiu Hobsbawn , foi responsável  por cerca de 200 milhões de 
> mortos . Este século  sofreu  duas guerras mundiais, o crash de 29 , 
> a ascensão do Fascismo e  do Nazismo, instituiu o bombardeio  
> indiscriminado de populações civis , assistiu a  experimentação com 
> sífilis em  negros  americanos,  tolerou o colonialismo,  conviveu 
> com a  utilização da bomba atômica em Hiroshima e Nagasaki,  para 
> desfrutar da  breve era dourada,  de 50 a 75. 
> 
> 
> 
> As nações que se autodenominam  civilizadas cometeram no século 
> passado , crimes bárbaros contra o próprio povo e contra os que 
> consideravam inimigos, incluindo  etnias declaradas  inferiores. Que 
> outro  sentido pode-se atribuir à este trabalho medíocre  , sem 
> contextualização, elaborado por  dois auto-proclamados 
> brasilianistas , senão propositadamente contribuir para nossa baixa 
> estima -  outro objetivo em que persevera a grande imprensa 
> brasileira ?   É  prática comum  tentar impor  a teoria da 
> dependência,  recorrendo à autores menores oriundos dos G7 , elevados 
> á categoria de autoridades , para nos dizer o que fomos ,e somos e 
> devemos ser. 
> 
> 
> 
> O período Vargas não pode ser analisado fora do contexto histórico do 
> planeta e sem a seriedade que exige seu projeto de um Brasil alçado á 
> condição de potência soberana ao sul do Equador.
> 
> 
> 
> É vergonhoso  ignorar brasileiros  mais isentos , entre os quais 
> incluo Gilberto F. Vasconcellos , que   com um livro como " O 
> Príncipe da Moeda" lança tanta luz sobre a  ditadura econômica em 
> andamento  ,  sobre esta prática criminosa de usura legalizada, 
> sobre  estes dez anos   de desconstrução lesa-pátria  da Nação 
> Brasil , sugerindo  a verdadeira  natureza  de certas leituras da  
> Era Vargas .
> 
> 
> 
> A Era Vargas foi  escolhida como objeto de repulsa do estamento 
> neoliberal  que nos impõe a ditadura econômica , devido   à   
> sua " ... rejeição visceral ao nacionalismo e ao trabalhismo". O 
> mesmo Vasconcellos revisa  o livro  " A Era Vargas" de  José Augusto 
> Ribeiro, autor  que vê  o período que é anátema para o velho e 
> insistente entreguismo com um olhar descolonizado, indo contra  o 
> arrastão desmoralizador liderado pela  sociologia paulistana, aliada 
> à imprensa cooptada, e  grande parte da esquerda .Inclui-se aqui 
> aquela esquerda que fundou o PT ou foi para o PSDB. 
> 
> 
> 
> Fomos bastardos na origem , pela história contada por Portugal da 
> descoberta acidental, produto de um engano lamentado, aviltados no 
> nascimento por azar ,  enquanto ao norte se conta a epopéia da  
> fundação de uma nação baseada nas aspirações mais nobres da 
> humanidade. 
> 
> 
> 
> Pergunto então se  terá sido por um milagre , pela emergência de uma 
> ordem mágica, que  surgimos   à beira do caos, ou se em vez   não 
> terá sido  pela natureza de nossa história verdadeira ,  pela vontade 
> consolidada   em aspirações de políticos inspirados pelo amor à 
> pátria , que pensaram e construíram estruturas econômicas e sociais 
> irreversíveis,  que chegamos tão longe ?
> 
> 
> 
>  Acredito que apesar destes dez anos de massacre, vergonha e de 
> omissão, chegaremos sem dúvida e brevemente ao seleto grupo das 
> cinco  maiores economias do planeta. 
> 
> 
> 
> Pão , porrete e fantasia não explicam este  Brasil nem a determinação 
> do seu povo. 
> 
> 
> 
> 
> 
> Edison Bittencourt



Néstor Miguel Gorojovsky
gorojovsky en arnet.com.ar

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Compañeros del exercito de los Andes. 

...La guerra se la tenemos de hacer del modo que podamos: 
sino tenemos dinero, carne y un pedazo de tabaco no nos 
tiene de faltar: cuando se acaben los vestuarios, nos 
vestiremos con la bayetilla que nos trabajen nuestras mugeres, 
y sino andaremos en pelota como nuestros paisanos los indios: 
seamos libres, y lo demás no importa nada...

Jose de San Martín, 27 de julio de 1819.

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