[R-P] Re: [R-P] Material de discusión: Eduardo Curia y las tareas presentes
Ceci Vieira Jurua
juruacv en montreal.com.br
Mar Feb 19 14:19:11 MST 2002
Ami en os,
Peço licença para entrar nessa discussão necessária a todos nós.
Precisamos ter clareza sobre política econômica, ou pelo menos sobre seus
objetivos, para podermos fiscalizar nossos governos e seus padrinhos.
- Sobre a conversibilidade
O problema não é só conversibilidade, e sim a paridade fixa, mais a
subordinação da política monetária ao câmbio. Franco, yen, marco, libra,
eram moedas livremente conversíveis, e não conduziram a uma tragédia
semelhante à da argentina.
1-Livre conversibilidade (de uma moeda em outra (s)) exige simetria na
relação de forças, no poder político, nos órgãos internacionais do tipo FMI.
Assim por exemplo, enquanto no FMI 5 países (usa, frança, reino unido, japão
e alemanha) tem 45% do capital e dos votos, a Argentina não tem nem 1%.
Esses 5 com mais uns dez países chegam a 85% dos votos e são capazes de
vetar qualquer decisão de qualquer natureza, no mesmo FMI. Vejam a
diferença.
2- A conversibilidade com paridade fixa significa o uso indiscriminado de
uma ou outra moeda, no caso peso e dólar. Mas só em tese. Na verdade o
dólar pode ser usado em toda a parte e o peso só na Argentina. O que
significa que a nação argentina - governo ou setor privado - quando faz
empréstimos externos o faz em dólar, na moeda do outro. Os usa, quando
pedem emprestado, o fazem em dólar, isto é na própria moeda que emitem.
Como só o dólar é usado nas trocas internacionais, a variação do dólar é que
vai determinar o poder de compra do peso. Quando o dólar se valoriza
relativamente às moedas européias (o franco, o marco, a libra), o peso se
valoriza junto, em tese. Só que, por força dos fundamentos econômicos, o
peso deveria desvalorizar-se em lugar de valorizar (déficit de balanço de
pagamentos, por exemplo). Quando o peso se valoriza, as exportações
argentinas, avaliadas internamente em pesos e externamente em dólares, ficam
menos competitivas no mercado internacional, enquanto as mercadorias
estrangeiras invadem o mercado interno argentino. Assim, em situação de
desequilíbrio externo, a conversibilidade com paridade fixa acentua o
desequilíbrio e impede medidas de correção. Claro - há outras medidas que
podem ser tomadas, como a redução dos salários para aumentar a
competitividade, medida preconizada por economistas do tipo Dornbush.
3- Sempre que a taxa de juros for maior do que o ritmo de crescimento do
produto, a dívida se torna impagável. No caso da dívida externa deve-se
comparar a taxa de juros internacional com o crescimento das exportações.
Em se tratando de dívida interna, a comparação é entre a taxa interna e o
produto interno. No caso argentino, nos anos recentes o quociente era
infinito, pois a taxa de juros internacional cobrada da Argentina
ultrapassou 10%, em dólares, enquanto as exportações estagnavam ! Tudo
isso era tão flagrante que os fundos estrangeiros retiraram metade de seus
haveres na Argentina, antes de novembro de 2001. Eles sabiam que a crise
iria estourar e tudo fizeram para aprofundá-la.
4- No plano interno, o esquema adotado vinculou a base monetária (o papel
moeda emitido pelo governo) e, portanto, os meios internos de pagamento, à
quantidade de reservas internacionais. À medida que as reservas diminuíam,
deveria ser reduzida a base monetária, ao que se seguiria, em tese, uma
redução de preços. Mas ocorre que em mercados monopolizados, os preços não
caem. Ocorre que a desestatização desnacionalizante em nossos países criou
imensos monopólios, verdadeiros latifúndios improdutivos. Por isto, em
lugar de uma queda no nível geral de preços, o que ocorreu na Argentina, em
resposta à perda de de divisas, foi uma mudança nos preços relativos, da
qual saíram ganhadores os detentores de capital monetário e os monopólios.
Perderam os assalariados, os devedores, o governo. Beleza. Daí o
empobrecimento dos argentinos, e o enriquecimento de todos que estavam
vinculados às altas finanças internacionais que, do lado de fora,
orquestravam muito bem a festa !
5- Para os que estão do lado de fora, o principal instrumento de sujeição é
a dívida. Dívida externa eu falo. Não haverá solução sem que se equacione
o problema da dívida externa. Há várias alternativas e não apenas uma só.
Penso que esse é um próximo tema para debate, é o crucial, é a condição
necessária para uma continuidade da nação argentina, é a chave de todo o
entendimento da dinâmica histórica.
Fiquei com uma dúvida : o que significa, para Eduardo Curia, melhorar a
política econômica ? Há várias modalidades de fazer isto, e a grande
diferença entre elas é quanto aos prazos, e à repartição de custos e
benefícios. Melhorar em si, diz muito pouco.
Enfim, se queremos todos que nossos filhos não se vão, como retirantes da
seca no sertão nordestino, precisamos ir à luta e com muita competência. O
momento é difícil, as bruxas estão soltas !
Abraços a tod en s, Ceci.
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Sent: Tuesday, February 19, 2002 2:43 PM
Subject: [R-P] Material de discusión: Eduardo Curia y las tareas presentes
BUENOS AIRES, 19(PSI).- LA CONVERTIBILIDAD CREÓ UN MODELO ABERRANTE. (por
Eduardo Curia. Economista)
"La convertibilidad fue un adecuado esquema para sacar a la Argentina de
la hiperinflación. Pero, al empecinarse
insensatamente en ella, caímos en un modelo aberrante, palanqueado en el
endeudamiento externo y que trababa nuestra competitividad en razón del
cambio fijo dogmatizado y del retraso cambiario real. La resultante fue el
ominoso
desastre en el que se incurrió, cuya síntesis emblemática postrera fue el
nefasto corralito financiero. La inserción en la famosa "globalización"
puede hacerse de manera variada: de forma más o menos avisada en algunos
casos, de manera ultra torpe en otros. El sostenimiento dogmático de la
convertibilidad, por su parte, constituyó un patético ejemplo de una manera
insensata de inserción en la globalización. La proclividad al endeudamiento
y la baja competitividad, efectivamente, tuvieron correlato en una
apabullante exclusión social.
La convertibilidad, al asumir De la Rúa, ya se encontraba en sus
estertores. Advertí al anterior Presidente a fines del
99: si continuaba con la convertibilidad en su tiempo de descuento, la
situación socioeconómica iba a empeorar
terriblemente y su capital político quedaría demolido. Cavallo, por su
lado, significó el último intento para frenar la catástrofe que aquejaba al
modelo, apelando a las supuestas dotes mágicas del personaje. Como era de
esperar, quien la aplicó (a la convertibilidad), terminó enterrándola. La
partida ya estaba definida, y el absurdo hiperkinetismo de Cavallo no podía
torcer el brazo del destino. Para salir del plano de los rótulos fáciles,
habría que hilar fino sobre lo que se entiende por "neoliberalismo",
"capitalismo salvaje", etcétera. En un plano más tangible: el gobierno
persigue, en lo filosófico, un esquema de política económica de país
normal: flotación, una política monetaria activa razonable con una moneda
propia, sobriedad fiscal. Por desgracia, la instrumentación -lo que da
corporeidad a la filosofía- registra gruesas fallas, las que he venido
denunciando sistemáticamente. El caso argentino es el de un paroxismo de
tragedias: default, pérdida de confianza en el sistema financiero,
desabastecimiento en términos de divisas, megaexclusión social y otras
desgracias. Es lo que tenemos; es el fruto del desdichado empecinamiento en
la convertibilidad. Desde aquí hay que "repechar". En la medida en que se
mejore con firmeza la política económica en curso, para que la
instrumentación se reconcilie con la buena filosofía
(acompañando la flotación con el real levantamiento del corralito,
aplicando una adecuada política de precios activa, aprovechando los aportes
fiscales que pueden provenir de la gran rentabilidad exportadora que ahora
se perfila), es que podemos volver a tener industria y campo funcionando,
retomar la creación de empleo, afianzar la competitividad.
Pienso en los jóvenes que quieren dejar el país. Es difícil disuadirlos en
su conducta emigratoria dado el angustiante
cuadro existente desde muchos años. En rigor, más que el tema del dólar y
del riesgo país, el tema clave es que los
jóvenes aprecian que, en nuestra Argentina, carecen de horizonte de
evolución. De todos modos, confirmaría mi aserto de que "la Argentina aun
es viable". Claro: si hacemos lo que hay que hacer.".- XXX
Néstor Miguel Gorojovsky
gorojovsky en arnet.com.ar
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