[R-P] Brasil: ratas eléctricas abandonan Titanic

Nestor Gorojovsky nestorgoro en fibertel.com.ar
Sab Ago 31 12:32:34 MDT 2002


Hace unos meses y como parte de una excelente explicación de la 
crisis eléctrica del Brasil (atribuible por completo a la 
privatización y extranjerización del servico), un experto en el tema 
describía a ese país como "la Arabia Saudita de la 
hidroelectricidad".

Sin embargo, para las empresas imperialistas ni siquiera esa Arabia 
Saudita alcanza...

De  O SOL (edicao de 30 de agosto):

As multinacionais que se beneficiaram com a festa desnacionalizante 
do
programa de privatização do governo Cardoso no setor elétrico estão
"batendo fofo", colocando em risco o abastecimento energético.



O caso CEMAR. Depois que percebeu que, mesmo sob um surrealista 
regime de
capitalismo sem risco, seu negócio estava submetido a algumas 
incertezas
(seca prolongada, racionamento de energia, incertezas políticas 
próprias
da democracia e humores do mercado de eletricidade no atacado), o
norte-americano William Hecht, presidente e executivo-chefe da PPL 
Corp –
gigantesca empresa baseada em Allentown que a arrematou no leilão de
privatização que a desnacionalizou – anunciou, inicialmente, que 
estava
decidido a repassar o controle da Companhia Energética do Maranhão 
(CEMAR)
para a Franklin Park Energy LLC e, na seqüência, na 4ª feira, 21 de 
agosto
de 2002, encaminhou um pedido de concordata preventiva à Justiça 
Estadual
do Maranhão, que a distribuiu para a 5º Vara Cível de São Luiz. Caso 
a
concordata seja aprovada, os norte-americanos experimentarão um 
paraíso,
pois, embora dispensados de pagar aos credores durante certo período,
continuarão a receber as benesses previstas no contrato que, a título 
de
preservar as relações econômico-financeiras, lhe que garante retorno
pré-estabelecido. Uma mamata! 

O caso Light. Cinco dias após a CEMAR apresentar seu pedido de
concordata, na 2ª feira, dia 26 de agosto de 2002, provavelmente
querendo pressionar o presidente Cardoso a conceder-lhe mais alguma
benesse, o grupo Eléctricité de France (EDF) – empresa francesa que,
embora estatal, também se aproveitou do irresponsável programa de
privatização que desnacionalizou parte do sistema de distribuição de
energia elétrica do Brasil – soltou um balão de ensaio no jornal La
Tribune, dizendo que "poderá ter de vender alguns de seus ativos no
Brasil, Europa e China", citando explicitamente a Light Serviços de
Eletricidade, que atua no Rio de Janeiro. Pelo jeito, os franceses 
vão
seguir a mesma trilha dos norte-americanos da CEMAR.




Néstor Miguel Gorojovsky
nestorgoro en fibertel.com.ar

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"Aquel que no está orgulloso de su origen no valdrá nunca 
nada porque empieza por depreciarse a sí mismo".
Pedro Albizu Campos, compatriota puertorriqueño de todos 
los latinoamericanos.
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