[R-P] ALCA en Brasil: repulsa del máximo nivel

Nestor Gorojovsky nestorgoro en fibertel.com.ar
Mar Ago 20 11:06:56 MDT 2002


Mientras los legisladores y diplomáticos argentinos compiten entre sí 
para ver cuán abyectos pueden ser sin que sus conciudadanos los 
escupan en la cara, en Brasil se busca diseñar una política anti-ALCA 
en los más altos niveles de la política nacional.  Vale la pena 
observar, dicho sea de pasada, que en la noticia que sigue Helio 
Jaguaribe es más drástico que representantes del Partido Comunista do 
Brasil, nada menos!!!!

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Data: Mon, 12 Aug 2002 21:40:19 -0300
De: "angela" <angelac en domain.com.br
Assunto: Fw: Governo evita defender adesào à ALCA

a.. Rebelo garante que não haverá "atropelos" com novo
  presidente
 
 
 
 
  POLÍTICA EXTERNA
  Governo liga sinal amarelo e evita defender adesão do Brasil à
  Alca Um dos principais responsáveis brasileiros pelas
  negociações da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), o
  embaixador Clodoaldo Hugueney garante que o acordo não é
  "inevitável" e defende que apenas uma união continental que
  atenda aos interesses nacionais é possível.
 
  Maurício Hashizume 
 
 
  Brasília - Integrantes do governo adotaram definitivamente um
  tom ameno e não defendem abertamente a adesão do Brasil à Alca
  (Área de Livre Comércio das Américas). Na abertura do
  seminário "Política Externa do Brasil para o Século XXI",
  realizado semana passada na Câmara dos Deputados, o ministro
  de Relações Exteriores, Celso Lafer, pouco fez menção ao
  acordo continental, mesmo com a relevância dada ao tema pelo
  presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa
  Nacional, deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Lafer se
  limitou a ensejar um discurso teórico, voltado para a política
  da cooperação nos assuntos externos. Mas foi na apresentação
  do subsecretário de assuntos de integração e econômicos do
  Itamaraty, embaixador Clodoaldo Hugueney, que a posição de
  cautela do governo com relação ao polêmico acordo ficou mais
  clara. 
 
  Um dos principais responsáveis pelas negociações da Alca,
  Hugueney fez referência à complexidade das negociações do
  acordo, realçando as mudanças econômicas, políticas e a
  questão do contexto negociador (multilateral, preferencial
  regional e bilateral) envolvidas no processo. "Certamente não
  será estabelecido o que é desejo de apenas um único país",
  garantiu. 
 
  Para ele, o desenho final da Alca permanece indefinido e não
  existe a "inevitabilidade" da assinatura do acordo. Hugueney,
  no entanto, deixou claro que o mundo é desigual e existem
  países que "podem mais" no contexto internacional. "Mas é
  possível visualizar uma Alca que atenda aos interesses
  nacionais", emendou. 
 
  Em contraponto ao tímido apoio, as restrições à Alca atingiram
  as raias do veto incondicional. O professor e cientita
  político Hélio Jaguaribe distinguiu os dois aspectos do
  acordo: o retórico (abertura de mercado) e o real (ratificação
  da desigualdade e o clarevidente protecionismo para os setores
  débeis da economia dos EUA). 
 
  Diante desse quadro, discorreu Jaguaribe, o Brasil tem apenas
  dois caminhos a serem seguidos. "Ou optamos por nossa
  autonomia não assinando o acordo, ou assumiremos a condição de
  satélite de segunda classe dos EUA. A Alca, portanto, é um
  problema de consciência nacional". 
 
  Jaguaribe chegou até a decretar o fim da política externa
  nacional caso o Brasil decida por fazer parte da Alca. "O que
  nós teremos serão apenas pessoas brilhantes vivendo como
  embaixadores em cidades como Paris". Nas palavras do
  professor, a única negociação de importância acerca do acordo
  não envolve o Brasil, mas sim o presidente George W. Bush e o
  Congresso norte-americano, já que as bases do acordo que mais
  interessariam ao Brasil já foram estabelecidas. 
 
  O embaixador e ex-presidente do Ipri (Instituto de Pesquisa de
  Relações Internacionais) do Ministério de Relações Exteriores,
  Samuel Pinheiro Guimarães, colaborador da Agência Carta Maior,
  também foi taxativo. "A Alca acabará com as possibilidades de
  desenvolvimento social e político do Brasil e impossibilitará
  a fuga das armadilhas colocada pela política econômica dos
  últimos anos. Com a adesão, o Brasil perderá os instrumentos
  para se transformar em um novo pólo de influência mundial". 
 
  "Os EUA certamente não estão querendo a Alca para que seu
  déficit na balança comercial, que já é significativo, aumente
  ainda mais", disse o embaixador Guimarães. Uma breve análise
  da estratégia norte-americana no panorama internacional -
  marcada pelo arbítrio (em episódios como o do Protocolo de
  Kyoto) e da marginalização dos países de periferia por meio da
  persuasão ideológica, guerra preventiva, intimidação pela
  força e interferência nas normas internas - foi utilizada como
  suporte pelo ex-presidente do Ipri para ilustrar a
  inviabilidade do acordo da Alca para o Brasil.
 
 
 
  Rebelo garante que não haverá "atropelos" com novo presidente
  O presidente da Comissão de Relações Exteriores, Aldo Rebelo,
  garantiu que não haverá problemas com relação ao andamento do
  acordo - que já tem muitas definições marcadas para 2003 -
  mesmo com um novo presidente da República, que tomará posse no
  início do ano que vem. 
 
  "Nós do Legislativo estamos acompanhando toda essa negociação
  de perto", disse Rebelo, confirmando que a mudança no
  Executivo não implicará em possíveis "atropelos". 
 
  O seminário "Política Externa do Brasil para o Século XXI" foi
  realizado em uma colaboração da Comissão de Relações
  Exteriores e de Defesa Nacional, do Ipri (Instituto de
  Pesquisa de Relações Internacionais) do Ministério de Relações
  Exteriores e da Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo
  à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro).



Néstor Miguel Gorojovsky
nestorgoro en fibertel.com.ar

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"Aquel que no está orgulloso de su origen no valdrá nunca 
nada porque empieza por depreciarse a sí mismo".
Pedro Albizu Campos, compatriota puertorriqueño de todos 
los latinoamericanos.
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