[R-P] PARTE -3
Mario Jose de lima
mjlima en uol.com.br
Sab Ago 17 13:30:58 MDT 2002
A farsa do sufrágio universal nos marcos da velha democracia - PARTE/3
Crise social, econômica, política e moral
México, Equador, Peru, Chile, Venezuela, Paraguai, Colômbia, Uruguai,
Argentina, Brasil, tiveram nos últimos anos governos das mais diferentes
matizes, após os regimes militares. Em todos estes países, do ponto de vista
social, aumentou a concentração de riquezas, a pobreza, a miséria e a fome;
os parques industriais se tornaram ainda mais obsoletos e o que tinha de
mais desenvolvido foi desnacionalizado; os serviços públicos, saúde,
educação e transportes, bem como as tarifas de água e energia, tiveram seus
preços elevados às alturas e retrocederam no atendimento às camadas
empobrecidas da população. Todos seguem o modelo ditado pelo FMI, em que
pese, por exemplo, o discurso nacional-reformista populista burguês de Hugo
Chaves na Venezuela.
Do ponto de vista econômico, não existe nenhuma diferença de conteúdo nas
políticas aplicadas nestes países. As quimeras, câmbio fixo ou flutuante, o
momento certo para flexibilizar; a porcentagem alcançada no esforço para
alcançar superávit primário; a velocidade no processo de privatização, nada
disso, apesar do que pretendem os analistas burgueses, pode explicar o
sucesso de uns e o fracasso de outros. Mesmo porque o fracasso é regra
geral.
E do ponto de vista político, se alternaram nos governos Alan Garcia,
Fujimori e o "cholo de Harvard" no Peru; liberais e conservadores no
Equador; o PRI perdeu as eleições no México; no Brasil, Sarney e Collor, da
antiga Arena, e Itamar e FHC, do antigo MDB; na Argentina, Alfonsin, Menem e
De la Rua; na Venezuela, Perez e Chavez; na Colômbia, Pastrana com discurso
"negociar com a guerrilha", e agora Uribe, reclamando maior apoio dos EUA
para dizimar os rebeldes, e etc.
Todos governos de turno, alguns mais outros menos capachos; alguns
negociadores, outros assassinos sanguinários; nenhum alterou a estrutura do
estado, nenhum exerceu poder de fato, pelo contrário, todos se submeteram ao
modelo imposto pelo imperialismo ianque: eleições "livres" sob o controle do
capital e dos meios de comunicação; economia dirigida pelo FMI;
criminalização das lutas populares; Ministérios da Defesa e Polícias
Federais sob o controle da CIA. Mesmo o nacionalista Hugo Chavez, da
Venezuela, onde as massas nas ruas derrubaram o golpe descaradamente armado
na embaixada ianque contra seu governo, voltou ao "poder" admitindo ter
cometido erros e que não era corretamente compreendido pelos EUA.
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