[R-P] - PARTE/1
Mario Jose de lima
mjlima en uol.com.br
Sab Ago 17 13:30:45 MDT 2002
A farsa do sufrágio universal nos marcos da velha democracia - PARTE/1
A crise das eleições e a eleição da crise
A divulgação das pesquisas de intenção de voto para a sucessão presidencial
no final do mês de maio foi precedida por uma onda especulativa no mercado
financeiro, com alta do dólar e queda das bolsas. Esta onda seria
conseqüência da existência de pesquisas dando conta de que Garotinho já
teria ultrapassado Serra na disputa pelo segundo lugar na sucessão
presidencial, e que diante disto a banca financeira internacional estaria
elevando o "risco Brasil", ou seja, rebaixando a credibilidade do país
honrar compromissos e garantir o capital nele "aplicado".
FHC e Malan, arrostando um nacionalismo roto, falso e envergonhado, então
logo trataram de "defender" o país, para que a impostura de se apresentar à
nação como grande estadista indignado não ficasse exclusivamente nos
discursos de Lula e Ciro Gomes. "Análise apressada", "distante da realidade"
, "a estabilidade não corre risco com a sucessão presidencial", "ingerência
externa", foram os argumentos utilizados com maior ou menor ênfase pelos
quatro. Conquanto cada qual com interesses específicos próprios, as
diferenças no acento e manejo destes argumentos pelos quatro devem ser
creditadas antes ao ambiente em que foram sacados do que realmente a alguma
diferença substancial.
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