[R-P] Más FMI

Susana Lischinsky lischinsky en uol.com.br
Dom Ago 11 14:54:15 MDT 2002


Submissão ao FMI jogou economia no fundo do poço e multiplicou endividamento
Desde a debandada da agiotagem iniciada em 1998, o governo FH tem
sistematicamente recorrido ao leão-de-chácara da agiotagem, o FMI, que, como
sempre, exige a implantação de política econômica que garanta a remuneração
dos especuladores.
Assim é que em novembro daquele ano o governo se submeteu a um acordo de US$
41,5 bilhões para segurar os capitais especulativos que estavam fugindo aos
borbotões, se comprometendo, no entanto, a entregar o patrimônio público,
como os bancos estaduais, corte nos investimentos e manter um piso de US$ 25
bilhões nas reservas externas, para dar a garantia de remuneração dos
especuladores.
Em agosto de 2001 recorreu a mais US$ 15,2 bilhões do FMI e em setembro
diminuiu de US$ 25 bilhões para US$ 20 bilhões as reservas externas, para
comprar dólares diariamente, saciando a sede dos agiotas.
Em junho deste ano o FMI exigiu a elevação da meta do superávit primário de
3,5% para 3,75% do PIB - implicando de imediato um corte de R$ 17 bilhões no
Orçamento - e a redução do piso para US$ 15 bilhões.
Como se vê, nenhum deles serviu para tirar o país do atoleiro. Ao contrário,
jogaram a economia no fundo do poço, aprofundaram a dependência e
multiplicaram por 10 o endividamento do país. Hora do Povo.





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