[R-P] PALESTINOS

leo cofre lcofre en hotmail.com
Dom Abr 21 20:56:28 MDT 2002


A raíz de lo que dice mario: es cierto. Este fenómeno periodístico de
empresas, que  avanzan, ya no solo en una misma dirección política, sino que
además concuerdan en todo el continente y lo de Venezuela hace unos días da
prueba suprema de esto. se ve mas crudamente en los temas limites, como en
el conflicto de medio oriente. La cuestión "judía", no merece distinto
manejo, su tratamiento aquí en Argentina es igual al de todos los medios de
la región, no hay diferencia entre ningun medio, incluso los supuestamente
progresistas (pagina/12),  por suerte y en esta lista ello se comento
largamente; ya todos sabemos sobre que calle "progresan". y a que ritmo
"Salvan" estas empresas periodísticas, siempre transitando calles a dos
manos.
l. c.
----- Original Message -----
From: Mario Jose de lima <mjlima en uol.com.br>
To: R-P <reconquista-popular en lists.econ.utah.edu>
Sent: Saturday, April 20, 2002 12:36 PM
Subject: [R-P] PALESTINOS




EXISTEM PONTOS QUE ME IMPRESSIONAM NESSA GUERRA DE INFORMAÇÕES. A IMPRENSA,
PRINCIPALMENTE A BRASILEIRA, NOTICIA OS ATOS DE GUERRA DE ISRAEL COMO
EXTRAORDINÁRIAS OPERAÇÕES BÉLICAS DE PRECISÃO CIRÚRGICA: SÓ MATAM
TERRORISTAS. MESMO QUANDO DESPEJAM TONELADAS DE EXPLOSIVOS COMO FIZERAM EM
JENIN, DEIXANDO, POR ONDE PASSARAM, UM MONTE DE ESCOMBROS.

DEPOIS, CADA ISRAELENSE MORTO POR PALESTINOS É UM ATO DE TERROR. ISSO APESAR
DE NOTICIAREM QUE ISRAEL DECLAROU GUERRA AOS PALESTINOS E ATÉ IMPEDE A
PASSAGEM DA AJUDA HUMANITÁRIA  EM DETERMINADAS ÁREAS DECLARADAS ESPAÇOS
MILITARIZADOS:  OCUPAÇÃO MILITAR É ATO DE GUERRA

SEGUNDO AS NOTÍCIAS, MATAR EM ATOS DE GUERRA PARECE SER DESCULPÁVEL, AS
OUTRAS MORTES, COMO ATOS TERRORISTAS É QUE DEVEM SER CONDENADAS:
CRIMINALIZAÇÃO DOS OPOSITORES PARECE, SEGUNDO NOTICIA A IMPRENSA, DAR A
ISRAEL CONDIÇÕES MORAIS PARA CONTINUAR A MATANÇA.
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FSP - São Paulo, sábado, 20 de abril de 2002


ORIENTE MÉDIO

Segundo Israel, as vítimas eram terroristas palestinos; Arafat quer julgar
assassinos de ministro em corte palestina

Choques matam 12 palestinos em Gaza
Associated Press
Corpo de terrorista suicida palestino cai para fora do carro em que ele se
explodiu, na faixa de Gaza


DA REDAÇÃO

Pelo menos 12 palestinos morreram ontem em enfrentamentos com soldados de
Israel na faixa de Gaza, porção dos territórios palestinos que, por
enquanto, não foi alvo da operação "Muro Protetor", realizada pelo Exército
na Cisjordânia a partir de 29 de abril.
Israel deu sinais ontem de que sua ofensiva, para, segundo o país, eliminar
a "infra-estrutura do terrorismo" na Cisjordânia, poderia estar se
aproximando do fim. Suas tropas deixaram Jenin e preparavam-se para sair de
Nablus. Entraram novamente, porém, em Qalqilya, cidade desocupada na semana
passada.
O ministro da Defesa, Binyamin Ben Eliezer, afirmou que o Exército está
deixando as cidades palestinas, com exceção de Ramallah (onde está o líder
palestino Iasser Arafat) e Belém (onde tropas cercam militantes armados
refugiados na igreja da Natividade).
As forças israelenses fizeram na manhã de ontem incursão no campo de
refugiados de Rafah, localidade na fronteira do território palestino com o
Egito. Três militantes armados morreram e seis ficaram feridos.
Houve também troca de tiros próximo ao assentamento judaico de Netzarim, que
resultou na morte de cinco palestinos.
Dois deles foram flagrados vestidos com o uniforme do Exército israelense.
Carregavam granadas e uma escada -o que levantou suspeitas de que eles
tentariam pular a cerca da colônia. O grupo extremista Jihad Islâmico
admitiu que ambos eram integrantes do movimento.
Unidades especiais antibomba conseguiram desarmar um artefato de quase cem
quilos encontrados na estrada que dá acesso a Netzarim. Os explosivos
estavam conectados a um telefone celular, que serviria como provável
detonador numa ação surpresa contra veículos militares de Israel.
Na madrugada de ontem, um jovem palestino que se aproximava da colônia de
Dugi, ao norte da faixa de Gaza, foi baleado e morreu no local. Segundo os
israelenses, ele levava consigo um saco plástico em que foi encontrada uma
bomba de fabricação caseira.
Em outro episódio, um suicida trajando cinturão-bomba se explodiu dentro de
um carro perto do bloco de colônias judaicas de Gush Katif. Ele morreu sem
ferir ninguém no atentado.
Em Belém, Israel prendeu dois líderes do grupo extremista islâmico Hamas. Um
deles, segundo os israelenses, é Khaled Tafesh Dweib, 36, chefe das brigadas
militares da organização em Belém. O Hamas afirma que Dweib é um ativista
político sem ligações com o braço armado do grupo, o Izz el-Deen al-Qassam.
Citando fontes militares, o diário "Haaretz" informou ontem que o Exército
prendeu nos últimos dias duas possíveis mulheres-bomba palestinas.
Encontradas em Beit Fajar, ao norte de Hebron, as duas jovens, de 17 e 21
anos, são integrantes do Fatah (partido de Arafat) e pertencem ao clã
Takatka -o mesmo da mulher-bomba que matou ao menos seis pessoas em atentado
na semana passada próximo a mercado de Jerusalém.

Oferta de Arafat
Arafat, que segue sitiado em seu quartel-general (conhecido como Mukata) em
Ramallah desde o dia 29, disse ontem, por meio de um assessor, estar
disposto a levar a julgamento em corte palestina os acusados de terem matado
o ministro do Turismo de Israel Rehavam Zeevi, em outubro do ano passado.
O governo do premiê Ariel Sharon afirma que o cerco a Arafat não será
relaxado enquanto não forem entregues os militantes da Frente Popular para a
Libertação da Palestina acusados de participar da ação, atualmente abrigados
por Arafat na Mukata.
"O lado palestino aceita o pedido do presidente dos EUA, George W. Bush,
para que sejam levados à Justiça palestina todos os acusados de matar Zeevi,
uma vez que eles estão sob jurisdição palestina segundo os acordos de paz de
Oslo", declarou Mohammed Rashid, conselheiro de Arafat.
Bush pediu o julgamento dos suspeitos anteontem, mas não especificou se
desejava vê-los num tribunal palestino ou israelense.
Falando de dentro do complexo presidencial palestino, Rashid disse que os
suspeitos foram transferidos de uma prisão em Nablus para a Mukata em
fevereiro, para acelerar a investigação.

Morte no Sinai
Um turista israelense, de 50 anos, foi assassinado a facadas nesta semana no
deserto do Sinai, no Egito, informou ontem o Canal 2 da TV de Israel.
Seu corpo teria sido encontrado anteontem, dentro de um carro próximo ao
balneário de Nueba, na costa do mar Vermelho. Ainda não está claro em que
circunstâncias ele morreu -as autoridades israelenses e egípcias lidam com a
possibilidade de ele ter sido vítima de um crime comum, e não de um ato
terrorista.
O Sinai, tomado por Israel na guerra árabe-israelense de 1967 e devolvido
após acordo de paz, é um popular destino turístico entre os israelenses. O
número de visitantes caiu desde o início da Intifada, em setembro de 2000.



Com agências internacionais



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