[R-P] SHARON

Mario Jose de lima mjlima en uol.com.br
Mie Abr 10 18:22:03 MDT 2002


10 de abril, 2002 - Publicado às 18h24 GMT
Sharon rejeita pressão e mantém ofensiva

Atentado suicida atingiu ônibus em Haifa


O governo de Israel rejeitou a pressão dos Estados Unidos e da comunidade
internacional e afastou a possibilidade de novos recuos em sua operação
militar contra cidades palestinas.

Depois do ataque suicida desta quarta-feira, que deixou pelo menos oito
israelenses mortos em Haifa, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon,
disse que a sobrevivência dos israelenses depende das atuais ações
militares.

"Espero que os Estados Unidos, nosso grande amigo, entenda que essa é uma
guerra pela nossa sobrevivência", afirmou Sharon.

De acordo com Israel, 150 palestinos morreram nos ataques a Jenin, na
Cisjordânia. Autoridades palestinas afirmam que 500 palestinos já morreram
desde o início da atual operação israelense, há duas semanas.

Pressão

Sharon disse que comunicou ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush,
que Israel só vai deixar as áreas onde os militantes forem derrotados.

Na terça-feira, Israel deixou as cidades de Qalqilya e Tulkarm.

Nesta quarta-feira, os Estados Unidos, a Rússia, a ONU e a União Européia
voltaram a pedir que Israel suspenda "imediatamente" as operações militares.

O comunicado foi divulgado depois de uma reunião em Madri entre o secretário
de Estado americano, Colin Powell, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, o
primeiro-ministro espanhol, José Maria Aznar, e o ministro do Exterior da
Rússia, Igor Ivanov.

Colin Powell chega nesta semana ao Oriente Médio. Segundo uma rádio
israelense, ele vai poder se encontrar no sábado com o líder palestino,
Yasser Arafat.

Belém

Em Belém, na Igreja da Natividade, soldados israelenses e atiradores
palestinos continuam a troca de tiros. Um padre armênio foi seriamente
ferido.

O presidente de Israel, Moshe Katzav, rejeitou propostas da Igreja Católica
para terminar com o conflito na igreja. Cerca de 250 pessoas, entre
palestinos, padres e freiras, estão cercados por tropas israelenses.

Em carta ao papa João Paulo II, Katzav afirmou que não poderia permitir que
os militantes palestinos fugissem da Igreja da Natividade.

Jenin

Enquanto isso, o Exército israelense anunciou que está controlando o campo
de refugiados palestinos na cidade de Jenin, na Cisjordânia. Segundo os
militares, há agora poucos focos de reistência no local.

Cerca de 300 palestinos se renderam em Jenin. De acordo com a Unicef,
centenas de mulheres e crianças palestinas foram expulsas de suas casas no
assentamento. Testemunhas afirmam que várias casas foram destruídas.

Na terça-feira, treze soldados israelenses foram mortos no local. De acordo
com autoridades palestinas, o líder da Jihad islâmica em Jenin, Mahmud
Tawalbeh, foi morto nos ataques.






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